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Fórum Mundial de Produtores de Café - Transparência, tecnologia e consumo

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 10/07/2019

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O Fórum Mundial de Produtores de Café 2019 contou com diversas palestras sobre a complexidade dos preços que os produtores têm enfrentado ao longo deste ano. O segundo painel, que trouxe o tema Formulação de preço do café: Transparência da semente à xícara, teve participação de René León Gómez Rodas, secretário executivo do Programa Cooperativo Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Modernização da Cafeicultura (PROMECAFE); Annette Pensel, diretora executiva da Global Coffee Platform; Guilherme Amado, gerente de café verde Nespresso; Patrícia Carvalho, gerente de cafés especiais 3corações; e Sara Mason, fundadora e diretora executiva da SHIFT Social Impacta Solutions. 

René iniciou o painel discutindo sobre o círculo da pobreza do produtor, com menor produtividade e sem investimentos em novas tecnologias e sustentabilidade. O intuito foi trazer resultados positivos e econômicos. “Tem que haver maiores informações e transparência, com isso mais detalhes o produtor terá para produzir o seu café”, afirmou. 

Guilherme Amado apresentou os pontos da Nespresso, com uma cadeia completa e complexa, envolvendo produtor e consumidor. A marca conta com um programa intitulado Triple A, que traz os pontos de qualidade, sustentabilidade e produtividade. “A ideia é oferecer estabilidade e um café de consistência ao produtor. Implantamos a gestão na fazenda, assim o cafeicultor produzirá mais e melhor, aumentando sua renda”, disse. “Cada vez mais temos que trabalhar juntos para trazer soluções efetivas que ultrapassem questões de clima e preço. Produtor não controla o clima, nem o mercado, ele controla o custo de produção e gestão da fazenda. O desafio é como nós da cadeia do café faremos para ajudar o produtor a trazer resultados econômicos a longo prazo”, completou Guilherme.  


Guilherme Amado - Foto: Mariana Proença/CaféPoint

Patrícia Carvalho, do grupo 3corações, abriu sua palestra falando sobre o consumo de café que tende a aumentar. Segundo ela, o conhecimento do consumidor pelo café especial cresceu através dos jovens que se preocupam de maneira geral com sustentabilidade e transparência. “O consumidor está interessado e valoriza a cadeia, busca saber de onde o café está vindo, de quem está comprando”, comentou. Patrícia apresentou os produtos do grupo e o Projeto Florada, que premia as mulheres produtoras. No ano passado, o concurso teve 650 inscrições, delas foram adquiridos cerca de 80 lotes, que estão à venda nos supermercados em versões torrado e moído e em cápsulas. O lucro é revertido para as produtoras. 


Patrícia Carvalho - Foto: Mariana Proença/CaféPoint

Já Sara Mason iniciou a conversa explicando sobre o que faz: ela ajuda as empresas a trabalharem com os produtores de quem compram cafés. Grandes empresas, ONGs, produtores, para juntos criarem um caminho de sustentabilidade. “Se não tivermos uma renda maior do que os gastos, não é viável. Hoje os produtores vivem uma crise humanitária. Estamos pensando que esse setor tem um problema herdado em sua operação, queremos entender como construir essa indústria para o futuro”, afirmou.  

Segundo ela, a SHIFT  acredita que o valor do café especial vem da combinação única de atributos. Quanto é necessário para o produtor suprir suas necessidades básicas, como habitação, saúde, comida, estudos, o que pode variar de regiões, mas são condições mínimas de vida. Sara acredita que a tecnologia é um ponto que pode fazer a diferença para o produtor e reduzir custos. Para finalizar, ela frisou que a renda precisa ser maior que os custos, se não, não terá lucro. 

Para finalizar o Painel, Annette Pensel reforçou a importância da palavra agir. No ponto de vista da Plataforma Global, o desafio dos preços e da sustentabilidade precisa ser trabalhado em conjunto. “O que às vezes é bem difícil”, disse. O foco da Plataforma é trazer benefícios a longo prazo para os cafeicultores, afinal, sem eles, quem produzirá café?”, questionou. O objetivo da Plataforma é ativar toda a cadeia para trazer um desenvolvimento tecnológico, melhorando as condições para todos.    


Annette Pensel - Foto: Mariana Proença/CaféPoint

O segundo painel abordou, portanto, a importância de planejamento e formas para unir toda a cadeia, desde o grão até a xícara, apresentando ao consumidor como funciona o processo de produção, a transparência com base nos fatos e dados e a importância de uma boa remuneração ao produtor para que não falte café no futuro.

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