Foco na qualidade e visão de mercado para cafés especiais
Para orientar o cafeicultor na condução de seu negócio, uma das maiores autoridades em cafés especiais, o professor da UFLA, Flavio M. Borém, destacou alguns pontos fundamentais de gestão, principalmente em momentos de crise: "produtores que optaram pela qualidade da bebida não podem perder o foco(...) devem buscar o mercado correto para o café especial e, assim, ser remunerado justamente por ele."
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Segundo ele, os produtores que, no início da safra, optaram pela qualidade da bebida não podem perder o foco, devem buscar o mercado correto para o café especial e, assim, ser remunerado justamente por ele. Borém destacou a importância da visão de empreendedorismo nestes tempos de crise.
“O produtor precisa entender que qualidade sempre acrescenta vantagens, nunca subtrai. Fazer café com qualidade não significa ter um custo mais elevado, pelo menos até o armazenamento. O processamento e a secagem é simplesmente fazer bem feito, colher na hora certa, processar da maneira correta para evitar que o café estrague. Não estou falando de melhorar de riado para duro. Estou falando de cafés finos, suaves. Faz toda a diferença nestes tempos de crise. Qualquer porcentagem da produção reservada como especial fará o valor médio da saca subir”, explicou o professor.
Já para os produtores de café commodity, Borém alerta que eles precisam estar atentos às tendências do mercado e dialogar com consultores. Para ele, a gestão de estratégias de mercado está totalmente alinhada com a qualidade e saber fazer essa gestão correta é fundamental, já que muitos fecham negócio rapidamente e não trabalham com outras alternativas, como o mercado futuro e demais modalidades.
O cafeicultor pode procurar entidades como o Centro de Inteligência em Mercados (CIM), que funciona no Departamento de Administração e Economia da UFLA, e que podem fornecer informações sobre as tendências de mercado, tanto interno quanto externo.
Outro aspecto importante para os cafés especiais é o armazenamento. O especialista recomenda que ao se identificar um lote especial de café já beneficiado, o produtor deve imediatamente retirá-lo do saco de juta e coloca-lo em embalagens a vácuo, impermeáveis ou em câmaras refrigeradas. No entanto, se ele estiver em pergaminho ou em coco, o cafeicultor deve mantê-lo assim por trinta dias e beneficiá-lo somente após o fechamento da venda.
“Quando o café especial é armazenado em sacos de juta, em 30 dias ele já alterou completamente seu sabor e aroma. Em três meses já é desclassificado como especial, principalmente por oxidação e por rancificação”, disse Borém.
O docente alertou também para os produtores que secam excessivamente o café. Ao invés de finalizarem a secagem com 11% de umidade, a grande parte está secando com até 9%. Porém, o pesquisador diz que não se deve nunca umedecer o café posteriormente.
Anúncio como membro do Comitê de Normas Técnicas da SCAA
Flavio Borém comentou ainda o anúncio feito pela Associação Americana de Cafés Especiais, que o elegeu como integrante do Comitê de Normas Técnicas. “A minha expectativa é poder colaborar nesse comitê como um pesquisador e professor, dar suporte ao comitê no desenvolvimento de pesquisas na UFLA, oferecendo colaboração concreta para pesquisar e gerar padrões com sustentação cientifica. Além de ser uma voz que vai lembrá-los dos naturais especiais. É fundamental rever os critérios de classificação dos naturais especiais”, explicou Borém.
As informações são do Polo de Excelência do Café.
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BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 25/08/2013
Esta é outra novidade dos "especialistas" de plantão para induzir mais custos ao produtor. A quem interessa estas inovações?

SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 23/08/2013

BEBEDOURO - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 22/08/2013

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 22/08/2013
Não existe teoricamente uma diferença significativa de custos entre se produzir um café de qualidade e um café sem qualidade. Fazemos os mesmos tratos culturais, e o diferencial estaria no pós colheita, basicamente no patio de secagem. Temos que fazer o correto, e isso não nos custa mais caro.
Um café de qualidade, um café especial não deve ter seu preço atrelado a bolsa de NY. Isto é balela de comprador.
O cliente que quer um café especial, um café de qualidade com certeza pagará por ele.

MUZAMBINHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/08/2013

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/08/2013