A colheita no Peru se iniciou em abril nas plantações de baixa altitude – as mais vulneráveis ao fungo da ferrugem – e os rendimentos nessas áreas caíram de maneira abrupta, disse o produtor e ex-presidente da maior associação da indústria local, a Junta Nacional de Café.
“Esses são os lugares mais afetados pela ferrugem”, disse Rivas. “Produziram tão pouco café que agora, todos estão esperando pela colheita das regiões mais altas para fazer os embarques”.
Os importadores norte-americanos culpam a ferrugem pela oferta escassa, que, dizem, têm elevado os diferenciais pelo grão de café peruano a uma média de 10 centavos de dólar sobre o contrato referencial vigente, de um premium de 7,5 centavos há menos de três semanas.
“Os exportadores estão tendo problemas para cumprir com suas obrigações de embarques”, disse o especialista em café do Ministério da Agricultura, Jorge Figueroa. “Os embarques de julho serão atrasados de alguma maneira”. Se o diferencial aumentar para mais de 10 centavos, terá alcançado seu maior nível desde junho de 2011.
Foto: Fundação Procafé
Os grãos de café do Peru, oitavo maior produtor de café do mundo, normalmente têm uma alta demanda durante essa época do ano, devido ao fato de os torrefadores buscarem estar abastecidos até que a próxima colheita proveniente da América Central chegue aos mercados.
Esse ano, a oferta já está reduzida após o pior foco de ferrugem do café que a região já registrou. As exportações de café do Peru caíram em 67% no segundo trimestre, em comparação interanual, com apenas 3,2 mil toneladas em junho, cerca de um quinto dos envios de junho de 2013, segundo dados da associação de exportadores, Adex.
As previsões sobre o impacto da ferrugem são cada vez mais díspares, o que tem aumentado a incerteza no mercado.
A reportagem é da Reuters/ Tradução por Juliana Santin