Faltam baristas e provadores de café brasileiros

Apesar das profissões de baristas e provadores de café não serem novidades, esses profissionais começam a faltar no Brasil devido ao <i>boom</i> vivido pelo setor de cafeterias no país. São 2,5 mil cafeterias espalhadas pelo Brasil, a maior parte na região Sudeste.

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Apesar das profissões de baristas e provadores de café não serem novidades, esses profissionais começam a faltar no Brasil devido ao boom vivido pelo setor de cafeterias no país. São 2,5 mil cafeterias espalhadas pelo Brasil, a maior parte na região Sudeste.

"Não basta fazer um curso de barista para trabalhar em uma cafeteria", destacou uma exigente conhecedora de cafés, Gelma Franco, proprietária do Il Barista, uma das primeiras redes de cafeterias com grãos especiais do país, e única consultora brasileira da Le Cafeotheque, um centro de estudos mundiais de café, com sede em Paris.

A estimativa é de que existam entre 800 e 1.000 baristas no mercado brasileiro, de acordo com a coordenadora dos cursos para baristas do Sindicato das Indústrias de Café de São Paulo (Sindicafé) e consultora da área de café da rede Pão de Açúcar, Eliana Relvas. Mas Gelma acredita que apenas 80 são realmente baristas profissionais.

Hoje o salário destes profissionais varia de R$ 500 a R$ 1.500, de acordo com Eliana Relvas. "Há profissionais (poucos) que ganham muito mais e são considerados celebridades neste meio", diz.

A profissão ainda não é regulamentada no país, mas há vários cursos que prometem qualificação. O Sindicafé foi um dos pioneiros ao criar em 1996 o Centro de Preparação do Café, coordenado por Eliana. A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) acredita que cerca de 1 mil pessoas já passaram pelos cursos de formação básica de barista oferecido pelo sindicato desde 2004.

Quanto aos provadores de café, Eliana acredita que existam no país entre 600 e 800 profissionais. Nem todas as torrefadoras, contudo, um total de 1.100 em todo país, possuem um provador em sua corporação.

Além dos baristas e provadores de café, Gelma lembrou de uma nova categoria no segmento, mas que ainda não existe no Brasil: os criadores de bebidas. "Hoje esta função também é desempenhada pelos baristas. Mas na Europa, por exemplo, há profissionais específicos para criar bebidas à base de café", contou em reportagem de Mônica Scaramuzzo, do Valor Econômico.
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Luis Fernando dos Santos
LUIS FERNANDO DOS SANTOS

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ

EM 22/11/2006

Dentro da linha de profissionais qualificados na profissão barista, podemos fazer a seguinte divisão:

Os profissionais que dominam o inglês, que não chegam a ser 10 profissionais. Cerca de 40 profissionais dominam toda cadeia produtiva a extração da xícara perfeita e a elaboração de bebidas a base de café, só não falam inglês. Os outros 30 profissionais só dominam a extração.

Logo, digo que se formarmos 100 baristas por mês, ainda faltaria mão-de-obra qualificada, mas, o mercado não valoriza o grau de conhecimento especifico, muito menos provê as condições de trabalho adequadas para estes ou demais profissionais. Isso diminui o interesse por conhecimento especifico e não estimula a capacitação da mão-de-obra.