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Etiópia investe em complexo de torrefação e embalagem de café

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/01/2020

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A União Cooperativa dos Produtores de Café de Oromia investiu 50 milhões de Birr (US$ 1,56 milhão) para construir seu primeiro complexo de torrefação e embalagem de café na cidade de Gelan, no estado regional de Oromia.

Com início previsto para a produção em dois meses, a fábrica ajudará a União agregando valor aos produtos de café. O complexo, que irá torrar, moer e embalar o café para uso local, tem capacidade para torrefação, moagem e embalagem de 120 kg de café por hora.

Com uma área de 2.307 metros quadrados, a planta foi instalada em 18 meses após a inauguração, em julho de 2018. "A partir de agora estamos canalizando nossos investimentos para agregar valor ao nosso café", disse Oumer Wabe, gerente geral da União, que foi criada em junho de 1999 por 34 cooperativas com 22.691 agricultores.

A licitação para a construção da planta foi lançada pela primeira vez em abril de 2018 e foi inicialmente concedida à Nasew Construction no mês seguinte, depois que a empresa ofereceu o menor preço de 15,1 milhões de Birr (US$ 470 mil). No entanto, o contrato foi rescindido, uma vez que o contratante não pôde começar a construção do complexo sete meses após a adjudicação do contrato.

"Tivemos que cortar os laços com a construtora devido ao seu baixo desempenho e desenvolvimento lento", disse Oumer. No entanto, a empresa de construção argumenta que o consultor não entregou os projetos no prazo, o que prejudicou o ritmo da construção. "Houve um problema de comunicação com a gerência e os consultores", disse Temsegn Shambel, engenheiro de escritório da Nasew Construction.

Mais tarde, a União lançou um novo concurso, depois de discuti-lo com a Agência Cooperativa Regional de Oromia, e concedeu à Walabu Construction um novo contrato. "Atualmente, a construção da usina está em fase final com a instalação de um sistema de esgoto", afirmou Oumer.

A turca Topper Roaster, que exporta seus produtos para 146 países, forneceu a torrefadora de café por 17 milhões de Birr (US$ 530 mil). A empresa também forneceu a unidade de embalagem automatizada. Quando concluída, a planta empregará 20 locais para começar, o que aumentará ainda mais quando a produção aumentar.

A administração da União também planeja abrir uma cadeia de cafeterias na capital, onde venderá seu café embalado. Para cortar as despesas dos agricultores, também é planejada a construção de uma instalação de armazenamento e um laboratório. Os agricultores estavam viajando para outras áreas para a realização de testes de laboratório e armazenamento do café.

Já foi iniciada a construção de dois locais de armazenamento e um laboratório na zona de Guji, por 38 milhões de Birr (US$ 1,2 milhão). Atualmente, a União possui 405 cooperativas com mais de 400 mil agricultores e três fábricas de processamento de café, localizadas em Dire Dawa, Gelan e Qality, que lavam e retiram as cascas dos grãos de café verdes.

Da lavagem em pequena escala ao processamento em maior escala, o país possui mais de 200 plantas de processamento de café. Outros exportadores e sindicatos, como Mullge Coffee Export, Tracon Trading Plc e Yigreacheffe Union, também estão a caminho de abrir complexos de processamento do grão.

A planta de torrefação da Yirgacheffe Coffee Union, que está quase pronta, se estende por 10 mil metros quadrados de terra e está localizada no distrito de Aqaqi Qality, atrás da empresa de construção de obras de água de Oromia. Está sendo construída a um custo de 16 milhões de Birr (US$ 500 mil) e tem capacidade para assar 480 kg por hora.

A Tracon Trading Plc já montou uma usina de torrefação há dois anos, mas está instalando novas máquinas enviadas da Alemanha, Itália e Turquia. A usina de torrefação está localizada em Hawas Wereda e fica em 1.300 m² de terra. Atualmente, tem capacidade para torrar 240 kg em cada lote.

Segundo Menelik Habtu, presidente da Associação Etíope de Torrefadores de Café, o número de plantas de processamento vem aumentando nos últimos cinco anos. "Isso se deve ao aumento da demanda por café processado no mercado mundial. Há também um esforço do governo para expandir as capacidades dos produtores e exportadores", afirmou.

As informações são do Addis Fortune / Tradução Juliana Santin

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