Epamig lança equipamento para reaproveitamento da água da cafeicultura

Sistema de baixo custo e fácil instalação é capaz de reaproveitar 40% do líquido utilizado na lavagem dos grãos.

Publicado por: CaféPoint

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Da redação

A possibilidade de reaproveitar na irrigação da lavoura 40% da água utilizada na lavagem e no descascamento dos frutos do café foi um dos destaques da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas) durante a 86ª Semana do Fazendeiro de Viçosa.

De acordo com informações da Agência Minas, de baixo custo, estimado em R$ 2 mil, e fácil instalação, a técnica é acessível aos agricultores familiares e contribui para o combate ao desperdício de água.O sistema padrão tem capacidade para processar cerca de dez mil litros de água por vez.

Foto: Divulgação/Epamig
 
Foto: Divulgação/Epamig


Para possibilitar esse reaproveitamento é preciso que parte dos resíduos que essa água agrega durante a lavagem do café seja removida. Isso pode ser feito pelo Sistema de Limpeza de Águas Residuárias (SLAR), desenvolvido em parceria pela Epamig, Embrapa Café e o Incaper – grupo deinstituições fundadoras do Consórcio Pesquisa Café.

Constituído de caixas e peneiras que associam os processos de decantação e peneiramento, o SLAR permite que, à medida que a água vai sendo reutilizada, a quantidade de nutrientes, absorvidos do café, seja elevada.

Com a técnica, o agricultor poderá reaproveitar a água. Depois de utilizada na lavagem e no descascamento dos frutos do café, ela pode servir na irrigação de lavouras, suprindo parte da necessidade para o desenvolvimento de culturas e também diminuindo os custos com aplicação de fertilizantes.

A eficácia dessa tecnologia foi comprovada pelo projeto ‘Aproveitamento da Água Residuária do Café’, liderado pelo pesquisador Sammy Fernandes, da Embrapa Café, cedido à Epamig.

Clínica tecnológica
O Sistema de Limpeza de Águas Residuárias (SLAR) foi apresentado para um público de produtores rurais, representantes de sindicatos dos produtores, associações, cooperativas, estudantes de zootecnia, engenheiros agrônomos e veterináriosdurante a Clínica Tecnológica, atividade que apresentou novas tecnologias para atender às necessidades dos participantes da Semana do Fazendeiro.

Na palestra ‘Como minimizar o gasto de água no processamento de café cereja descascado’, o pesquisador Sammy Fernandes destacou que a instalação do sistema é fácil e de baixo custo. “Os gastos são pequenos e acessíveis aos agricultores familiares. A unidade mais básica sai em torno de R$2 mil”.

Presença do Estado
A Seapa (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) esteve presente na 86ª Semana do Fazendeiro com um estande e as principais ações de suas empresas vinculadas, como o IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) e a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), além da Epamig.

Ao todo, a Emater e IMA ofereceram 39 cursos destinados aos agricultores durante o evento, em diversas áreas, como cafeicultura, bovinocultura, horticultura, produção agrícola sustentável, conservação do solo e água, produção de cachaça, processamento artesanal de alimentos, produtos de origem animal, rotulagem, agrotóxicos e até artesanato.

Semana do Fazendeiro
A Semana do Fazendeiro é o maior e mais tradicional evento de extensão realizado pela Universidade Federal de Viçosa. Nesta edição de 2015 abordou o tema “Campo e cidade: diálogo para um futuro sustentável”. com o intuito de problematizar a relação entre a produção agrícola e o padrão de utilização de recursos nas cidades.
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