Da redação
Doze empresas brasileiras especializadas na comercialização de cafés especiais participaram da Café Show, feira internacional realizada em Seul, capital da Coreia do Sul. Durante o evento, a Bourbon Specialty Coffees, Carmocoffees, SMC, AC Café, Proud, Cerrado Coffees, Cocarive, Labareda do Caitutu, Monte Alegre, O'Coffee, Unique e Samambaia estiveram em contato com 200 compradores e degustadores de quase 100 empresas locais.
Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) – uma das organizadoras da viagem -, o encontro gerou resultados positivos para os brasileiros. A expectativa de negócios é de US$ 10 milhões entre contratos imediatos e para os próximos 12 meses. Foram vendidas aproximadamente 30 mil sacas, o que representa metade do que o Brasil exporta anualmente para a Coreia do Sul.
As empresas estiveram em contato com compradores e formadores de opinião durante 18 sessões de cupping (degustação profissional de cafés), reuniões de negócios e um seminário sobre a produção brasileira. “O Brasil é capaz de produzir cafés com uma diversidade de sabores, qualidade e confiabilidade suficientes para atender mercados exigentes como o da Coreia do Sul”, disse o presidente da BSCA, Javier Faus. “Somos o primeiro no mundo em produção, exportação, certificações e especialidade de cafés”, completou, durante o seminário para compradores e degustadores de 50 empresas locais que testaram os 15 lotes diferentes de cafés brasileiros disponíveis para negociação durante a Feira.
A Carmo Coffees é uma das empresas que negocia há mais tempo com a Coreia do Sul e descobriu as oportunidades do país durante o ranqueamento de mercados alvo para exportações, realizado pela Apex-Brasil junto às empresas do setor de cafés especiais há cinco anos. A empresa começou vendendo um container de 320 sacas de 60 kg café para o país, e hoje envia 30 containers por ano.
“Temos um único cliente na Coreia do Sul, mas já somos um dos principais fornecedores de cafés especiais para o mercado”, informa Luis Paulo Dias, cujos cafés atingem preços muito acima da média – enquanto no Brasil o preço da saca é de US$ 200, no mercado sul coreano pode chegar a até US$ 470.
Maria Dirceia Mendes, da SMC, apresentou dois lotes de cafés especiais, inéditos no mercado sul coreano, durante a sessão de cupping organizada para compradores e degustadores logo após o seminário sobre os cafés especiais do Brasil. “Vendemos os dois lotes ainda durante o cupping, para novos clientes”, relata.
Os dois lotes totalizaram 48 sacas de 60 kg de cafés e também alcançaram o preço acima da média, de US$ 397 por saca. Dirceia tem clientes sul coreanos desde 2009 e vende cerca de 10 mil sacas por ano ao país, 15% do volume exportado pela empresa. “Aqui os contratos duram vários anos, mas é importante vir e participar dos eventos, tanto para estreitar o relacionamento com nossos clientes, como para prospectar novos, pois o mercado de cafés é muito dinâmico na Coreia e a todo momento surgem novas empresas”, diz.
“A importância desse evento para o setor está comprovada pela negociação de quase metade da importação brasileira em apenas quatro dias”, comentou o gerente executivo de Projetos Setoriais da Apex-Brasil, Christiano Braga. Para ele, o Seoul Café Show é uma plataforma relevante para a inserção do café brasileiro em um mercado sofisticado e exigente – “as oportunidades são enormes em um país onde há uma verdadeira paixão pelo café e não apenas um mero consumo”, completou.
A viagem foi possível graças a convênio firmado entre Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Associação Brasileira de Cafés Especiais (Brazil Specialty Coffee Association - BSCA, na sigla em inglês), com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), para a promoção dos cafés do Brasil, por meio de estande, na feira The 13th Seoul Int’l Cafe Show 2014, em Seul, na Coréia do Sul.
Mercado
A Coreia do Sul é um destino estratégico para os cafés especiais brasileiros, que marcam presença no Seoul Café Show desde 2010, de olho no potencial de consumo do mercado e na excelente receptividade dos consumidores sul coreanos aos cafés do Brasil. O hábito de tomar café é recente no país asiático e vem crescendo graças à forte expansão de lojas especializadas e cafeterias na última década.
Entre 2010 e 2012, o Brasil foi o principal fornecedor de cafés para a Coreia do Sul. Em 2013, foi superado pelo Vietnã, e passou para o segundo lugar. Nesse ano, as exportações brasileiras de café para a Coreia do Sul totalizaram US$ 55,6 milhões. E entre janeiro e setembro de 2014 já foram vendidos US$ 42,7 milhões.
O Brasil é o principal fornecedor mundial de café, tendo exportado US$ 4,5 bilhões em 2013. No segmento de cafés especiais, o país já é reconhecido no mercado internacional pela excepcional qualidade dos grãos produzidos graças à imensa diversidade de regiões, climas e solos. O Brasil cultiva, com alta tecnologia e qualidade certificada, uma grande variedade de grãos, oferecendo aromas e sabores especiais.
Empresas brasileiras vendem cerca de 30 mil sacas para mercado sul coreano
Um dos resultados é uma expectativa de negócios de US$ 10 milhões entre contratos imediatos e para os próximos 12 meses.
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ANDRE SANCHES NETO
POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - COMÉRCIO DE CAFÉ (B2B)
EM 02/12/2014
Caros,
Excelente notícia para trazer infos atualizadas sobre a participação brasileira neste mercado relativamente novo e promissor.
Gostaria de ressaltar que exportações brasileiras para a Coreia do Sul estão ao redor de 300.000 sacas (334.000 segundo dados Apex 2012), sendo que 30.000 daria 10% e não metade. Será que vocês conseguiriam nos atualizar sobre volume/ano atual de exportações para a Korea?
Obrigado, abraços
Excelente notícia para trazer infos atualizadas sobre a participação brasileira neste mercado relativamente novo e promissor.
Gostaria de ressaltar que exportações brasileiras para a Coreia do Sul estão ao redor de 300.000 sacas (334.000 segundo dados Apex 2012), sendo que 30.000 daria 10% e não metade. Será que vocês conseguiriam nos atualizar sobre volume/ano atual de exportações para a Korea?
Obrigado, abraços

JANIO ZEFERINO DA SILVA
BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 29/11/2014
Caro Marco,
Na minha opinião a forma de agregar valor a produção é união e fortalecimento das entidades.
Ter muitas associações enfraquece a representação e a força nas reivindicações
Ter associações locais é importantes, mas reuni-las sob a forma de federação e confederação pode ser o caminho
Na minha opinião a forma de agregar valor a produção é união e fortalecimento das entidades.
Ter muitas associações enfraquece a representação e a força nas reivindicações
Ter associações locais é importantes, mas reuni-las sob a forma de federação e confederação pode ser o caminho

MARCOS AURELIO RICCETTO
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/11/2014
Enquanto isso, nós produtores ainda vendemos nossos cafés especiais a preço de banana. Tem gente ganhando muito e repassando pouco.

JANIO ZEFERINO DA SILVA
BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/11/2014
Parabéns a BSCA por liderar o processo de divulgação dos cafés especiais Brasileiros.
Esse exemplo de competência precisa ser observado e apoiado pelos cafeicultores e autoridades brasileiras.
Em 2013 participei da Café Show e vi como os coreanos apreciam os cafés brasileiros
Esse exemplo de competência precisa ser observado e apoiado pelos cafeicultores e autoridades brasileiras.
Em 2013 participei da Café Show e vi como os coreanos apreciam os cafés brasileiros