Emater-MG completa 70 anos e destaca café

Programa Certifica Minas Café ajuda produtores nas boas práticas de produção e uma gestão moderna na propriedade

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A Emater-MG comemora 70 anos de fundação e destaca o principal produto de exportação do agronegócio: o café. A cafeicultura é também um dos principais setores de atuação da empresa pública de extensão rural, que não poupa ações para ajudar os cafeicultores a melhorar a qualidade do grão e a gestão das propriedades produtoras. Um exemplo é o Programa Certifica Minas Café.

Segundo a fundação, Minas Gerais conta com 1.200 propriedades certificadas pelo programa em mais de 100 municípios. Outras 600 estão em processo de certificação. A iniciativa é do Governo Estadual, sendo executada pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), por meio da Emater-MG e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Através do programa os produtores são estimulados a adotarem boas práticas de produção e uma gestão moderna da propriedade. A Emater-MG orienta os produtores nas medidas de  adequações das propriedades candidatas à certificação. E o IMA é responsável pela auditoria das propriedades.

“O produtor tem ganhos na parte gerencial, com maior domínio sobre os custos e fatores de produção, que aumentam o lucro e reduzem custos”, explica o coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG, Bernardino Cangussú.

Para o coordenador, a certificação do programa é reconhecida no mundo pelos principais compradores de café.  “Se tornou numa referência em sustentabilidade na cafeicultura, pois agrega valor e qualidade ao café mineiro”, afirma.

O Certifica Minas Café exige ainda que o cafeicultor tenha atenção redobrada com o manejo da lavoura, o que inclui aquisição de mudas de boa procedência, capina, controle de pragas e doenças, nutrição das plantas e podas, entre outras. Os procedimentos pós-colheita também passaram a ter maior atenção. Além disso, na propriedade, o armazenamento do café acontece em temperatura e umidade adequadas, diminuindo o risco de perdas.

Bernardino acredita que na parte social, o produtor passa a conhecer melhor a legislação trabalhista e como implementar melhorias na sua propriedade. Na parte ambiental, diversas técnicas são recomendadas, o que favorece uma melhor relação entre o ambiente e a atividade produtiva.

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Equipe CaféPoint

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