Hopp defendeu a permissão do governo para importação de café como forma de atrair investimentos em industrialização. Segundo o executivo, apesar da liderança global na produção, a compra de café de outros países ampliaria ainda mais a competitividade da cadeia produtiva no país.
Painel 2: Roberto Rodrigues, Adrian Isman (Dreyfus Commodities Brasil); Alexandre Borges (Mãe Terra); Jerry O’Callanghan (JBS); João Carlos Hopp, diretor Comercial da Fazenda Bela Vista; e Marcos Jank (Brasil Foods). Crédito da foto: Mário Miranda/Amcham.
“O investimento em uma estrutura industrial é alto e ninguém vai querer investir dinheiro em um lugar que não permita arbitrar cafés de várias partes do mundo. É importante que o Brasil permita a entrada e a saída de café”, sugeriu ele durante o Painel 2, que dividiu com Roberto Rodrigues, Adrian Isman (Dreyfus Commodities Brasil); Alexandre Borges (Mãe Terra); Jerry O’Callanghan (JBS); e Marcos Jank (Brasil Foods).
Na visão de Hopp, o principal problema do setor é o custo de mão de obra que é bastante intensiva. “O desafio é mudar a forma de fazer e produzir, para reduzir a mão de obra”, ressaltou. Segundo ele, apenas no cerrado a colheita é mecanizada e mais de 70% do café brasileiro é de região montanhosa. “Além de mudar o manejo do café, outro desafio é realizar mais pesquisas, gerar tecnologias e transferir para o produtor”, explicou e sugeriu ações para melhorar a promoção do produto no Brasil no exterior. “O Brasil é o maior produtor global de café e a Alemanha, que não produz nenhum grão, é o maior exportadora em valor”, ilustrou.
O evento, promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), ocorreu na terça-feira, 12/8, e analisou as perspectivas de segurança alimentar, política agrícola e inovação na cadeia do agronegócio do país.
Informações SNA/SP
