"Crise do café se tornou insustentável"
Em entrevista, o diretor da FAEMG e presidente das Comissões Nacional e Estadual de Café, Breno Mesquita, critica morosidade na implementação de políticas de geração de renda para a cafeicultura e classifica a situação como "insustentável". Confira matéria com participações de leitores profissionais do setor.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 4 minutos de leitura
Quais são os principais problemas enfrentados hoje pelo setor?
Breno Mesquita: Estamos atravessando uma crise em plena colheita. O café tem baixíssimo preço no mercado e o produtor não tem capital para manter essa produção até que as coisas melhorem. É uma situação insustentável e, até agora, não estamos tendo nenhum apoio do poder público.
O Governo não aprovou até hoje o Funcafé, o que era pra ter acontecido um dia depois do Plano de Safra. Existe muita promessa, mas o que vemos, infelizmente, é uma enorme morosidade em uma safra que está sendo colhida. Não estamos tendo acesso ao recurso que nos pertence e que foi gerado por nós, que trabalhamos e nos mantivemos na cafeicultura. Estamos buscando empréstimos a juros caros para nos manter numa atividade que está nos propiciando hoje um prejuízo de mais 100 reais a saca dependendo da região.
A expectativa está em torno da liberação de recursos do Funcafé?
BM: Todo o dinheiro do Funcafé cuja liberação foi anunciada ontem não será o suficiente. Foram liberados 3 bilhões de reais, mas esses recursos não se destinam apenas ao produtor. A indústria terá acesso, a exportação terá sua fatia e as cooperativas também. No final, pouquíssimos produtores terão acesso a esse recurso porque não têm garantia para dar. A maioria, ao longo dos anos, veio se descapitalizando e hoje se encontra com dificuldades de tomar recursos. É preciso muito mais que isso, precisamos de políticas concisas de garantia de renda ao produtor.
Como teve origem toda esta crise que o café vive hoje?
BM: Desde o ano passado estávamos alertando que a safra deste ano seria uma safra grande, apesar de ser ano de ciclo baixo, e que precisaríamos de instrumentos como Pepro e Opções de venda para que pudéssemos manter o preço ao menos compatível com a safra, em torno de 360 a 380 reais. O que obtivemos, em lugar, foi um completo desrespeito à atividade. Começou com o preço mínimo, que não engolimos até hoje. Ainda não nos explicaram o porquê do valor de R$ 307 e por que foi descartado todo o trabalho com embasamento técnico da Conab que chegou a 336 reais, valor muito aproximado ao calculado pela Ufla em parceria com a CNA, de 338 reais.
Qual a importância do valor pleiteado e o que mudou com a aprovação de um mínimo inferior?
BM: Com o marco de 336 reais nós teríamos condições de fazer uma política em que o Governo teria que fazer pouco e o produtor poderia almejar preços que, em tese, cobririam seus custos de produção. A 307 reais, nosso espaço de negociação diminui bastante.
Há expectativa para uma nova revisão?
BM: A revisão do mínimo vai acontecer depois da safra. Hoje o que temos para trabalhar é esse valor de referência baixo, de 307 reais. Não concordamos até hoje, pois não nos passaram nenhuma razão ou parâmetro técnico para que o mínimo fosse este. Sem qualquer instrumento para ordenar essa safra que o Brasil está colhendo, que é grande, vamos acabar jogando-a toda no mercado desordenadamente e o preço virá ainda mais abaixo.
Como é a situação dos cafeicultores hoje?
BM: O que temos visto, aos montes e todos os dias, são casos de produtores desesperados que estão vendendo café verde no terreiro para fazer dinheiro. Mesmo com deságio de 50, 70 reais a saca, vendem para poder honrar suas contas, pagar o funcionário pela colheita da semana. Chegamos ao ponto em que não está dando mais. Temos que deixar isso claro, porque não estamos sendo ouvidos: “Não estamos aguentando mais”. É um desrespeito não só ao produtor, mas à cafeicultura nacional, uma atividade que sempre trabalhou pelo Brasil. A palavra que resume tudo isso é ‘insustentável’.
Como reverter ou pelo menos aliviar este quadro?
BM: É preciso atitude rápida e proativa do governo, e não é só soltando dinheiro para financiar a safra. Em vista da situação, e do agravamento já ocasionado pela falta de recursos no momento certo, hoje o setor precisa muito mais que isso. Junto ao recurso do Funcafé, precisamos de uma política de renda para o setor passando por um programa de opção e um programa de Pepro. Sem isso, a situação ficará insustentável para a cafeicultura nacional. Nós pagamos nossos compromissos, nós mantivemos os empregos dos nossos funcionários e projetamos nosso futuro. E ainda assim, não saímos do lugar.
Tudo o que estamos pedindo são políticas comuns de governo para este tipo de situação. Já foi feito inúmeras vezes, pela laranja, o cacau, ou a cana-de-açúcar. São excepcionalidades e o governo tem recursos a fundo perdido exatamente para fazer políticas para produtos que estão passando por momento de crise. Além de ser muito importante para a economia, a cafeicultura é atividade extremamente democrática e pulverizada, com forte presença em todo o Brasil e principalmente entre pequenos produtores. É preciso que haja não um tratamento especial, mas um tratamento bom, digno e motivador.
Como se encontra a demanda da FAEMG por apoio aos produtores afetados pela chuva de granizo em Itamogi e região?
BM: Conseguimos, junto aos ministérios da Agricultura e da Fazenda, recurso de 20 milhões de reais, que o produtor, dependendo da intensidade dos danos decorrentes do fenômeno, poderá pagar em até seis anos, com três anos de carência. O problema é que esse recurso já deveria estar na mão do produtor. O ciclo da planta não pode esperar a boa vontade ou a burocracia na liberação destes recursos.
As informações são da Faemg.
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Abraços- Antenor- Garça, 25 de junho, 18:55 Hs,

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EM 25/06/2013
Temos que conversar e debater trocar ideias e experiência, se cruzarmos os braços quem olhara por nós. Um grande abraço

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/06/2013
O que precisa acontecer para o Brasil e uma ação de divulgação do nosso café la fora, foi o que a Colombia fez e saiu na frente. O Brasil tem tudo para ser o cafe numero 1 do mundo, quantidade, tecnologia, pesquisa, áreas, mão de obra especializada e nada é feito em prol do cafeicultor.

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/06/2013

MARINGÁ - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/06/2013
Francisco \ubiratã
Eng. Agrônomo

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BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/06/2013
O Brasil está nas ruas de saco cheio de todo tipo de liderança e alguns ainda estão pedindo ajuda à essas lideranças que estiveram aí até agora???? Deputados ???? tô sonhando....
O que esses bandidos fizeram por nós até hoje?????
Vocês estão sonhando??????
Tem mais é que mudar todas as lideranças, de toda cadeia produtiva do café , que em mais de uma década só fez e falou asneira e estamos (nós produtores) como estamos porque mentiram para nós....nos iludiram para não acabarem com a sua boquinha....tem que mudar todo mundo.....essas lideranças nos levaram para o buraco, agora CHEGA!!!

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 24/06/2013

LONDRINA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/06/2013
POUSO ALEGRE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/06/2013
Quem dita as normas de comercialização, garante o preço mínimo, tem poder para dar subsídios, disponibiliza o crédito rural , prorroga ou executa,controla os estoques, taxa
impostos? Somos nós os produtores? Então você tem razão, a culpa é nossa!

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