Cotação do café conilon no mercado interno bate os R$ 500 por saca

O valor esteve em patamar de alta nas cotações do Centro do Comércio de Café de Vitória, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP, e da Cooabriel.

Publicado em: - 1 minuto de leitura

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Por Thais Fernandes

As cotações de café conilon, o robusta, no mercado interno brasileiro bateram os R$500 nesta terça-feira (18/10). O Indicador Café Conilon Cepea/Esalq do tipo 6 peneira 13 acima fechou em R$ 507,09. O valor representa alta diária de 1,60% e uma variação mensal que chegou a de 10,33% na série feita pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Já no Centro do Comércio de Café de Vitória, o CCCV, a cotação do mesmo dia apontou para R$ 501 para o conilon Tipo 7, com até 13% de umidade e até 10% de broca. Na cotação da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel, a Cooabriel, o conilon tipo 7 também atingiu os R$ 501,55.

Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora
Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora


Em patamares recordes reais há algumas semanas, o valor desta terça-feira é recorde real da série do Cepea, iniciada em novembro de 2001– os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro de 2016. O Centro divulgou hoje que o movimento de alta nos preços do robusta é observado desde março deste ano e está atrelado à baixa oferta da variedade no mercado nacional. “A safra 2016/2017 foi fortemente prejudicada pelo clima e as expectativas são de que próxima temporada (2017/18) também registre baixa produção. Nesse cenário, produtores de robusta estão retraídos, negociando apenas lotes pequenos, conforme a necessidade de ‘fazer caixa’”.
Para o agrônomo e especialista em mercado café da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), João Elvídio Galimberti, a maior preocupação neste momento dos produtores é saber como se comportará o mercado em relação ao preço daqui para frente. “Eles estão visualizando uma possibilidade de ter uma produção menor no próximo ano, se comparado com a safra deste ano. Além disso, o café é uma commodity e os preços são voláteis, dependendo de muitas variáveis, ou seja, é difícil afirmar se haverá uma elevação ainda maior dos preços”, pontuou ele, lembrando que ainda assim o sentimento geral dos cafeicultores é que os preços tendem a subir ainda mais. “Agora, até aonde ele vai chegar é uma questão preocupante, pois todos sabem que isso pode impactar na composição dos blends e estabelecer uma dificuldade para a indústria comprar este café”.
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Adelber Vilhena Braga
ADELBER VILHENA BRAGA

CAMPESTRE - MINAS GERAIS

EM 26/10/2016

Sou produtor de arábica, mas acredito que isso seja bom, haja vista todas as dificuldades que a maioria dos produtores de conilon estão passando por causa da falta de chuvas. É uma forma capitalista de compensar um pouco os prejuízos.
daniel renno sampaio
DANIEL RENNO SAMPAIO

SANTA RITA DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 25/10/2016

CAFÉ ARABICA VIVE SEM O CONILLON , E O CONILLON NÃO VIVE SEM O ARÁBICA. EIS A QUESTÃO. LEMBRE SE QUE O PREÇO MINIMO VIGENTE DO CAFÉ ARÁBICA É DE R$ É 330,00 NÃO COBRE OS CUSTOS DE PRODUÇAO.
Celso Vieira Junior
CELSO VIEIRA JUNIOR

MINAS GERAIS

EM 19/10/2016

Os preços do arábica é que está achatado.......