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Cooxupé aponta que grande parte da safra já está comercializada

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 17/06/2020

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Durante evento digital realizado na última segunda-feira (15), promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, avaliou que a pandemia de covid-19 (coronavírus) ainda não afetou o produtor.

A Cooxupé representa a maior cooperativa de café do mundo, com 15% da produção nacional de arábica, ou 6,4 milhões de sacas. De acordo com Carlos Augusto, os produtores conseguiram proteger seus preços no mercado futuro e, assim, garantir lucratividade. “Grande parte da safra já está comercializada. Mesmo com a covid-19, originamos muito café e vendemos a preços significativos. Se não muito bons, pelo menos cobriram nossos custos”, disse.

O presidente comentou que, se no ano passado os preços não estavam compensadores, a partir de dezembro até o início deste ano as cotações começaram a melhorar e o produtor pôde proteger sua produção em bolsa. “Além disso, dentro do agro, fomos privilegiados porque quando o coronavírus chegou não estávamos ainda na colheita e já tínhamos vendido a safra (2019/2020)”, continuou ele, lembrando que não era um período de compra de insumos.

“Por enquanto estamos tranquilos, mas o futuro ainda é incerto por conta do reflexo da pandemia”, aponta ele. A pandemia de coronavírus começa a ter reflexos no consumo global de café e isso deve afetar os negócios da Cooxupé. Carlos Augusto lembrou que a rede de cafeterias Starbucks anunciou recentemente o fechamento de mais de 50 lojas na Ásia, o que tem reflexos diretos nas exportações da cooperativa.

Mais para a frente, a perda de poder aquisitivo da população no mundo por causa do coronavírus também afetará o consumo da bebida, trazendo mudanças de hábitos. “O consumo de cafés especiais, por exemplo, caiu”, sinalizou. “É inevitável que, dentro do quadro de indefinição atual, a mudança de consumo ocorra, o que já é claro e evidente. Ela poderá se agravar no futuro, dada a queda no poder aquisitivo global”, finalizou. O presidente da cooperativa acredita que a política governamental para o setor cafeeiro está sendo bem conduzida.

As informações são do Estadão.

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