“Neste momento, o equilíbrio é fundamental, tanto para os governantes quanto para a população. Assim, teremos todos os meios para sair dessa crise o mais rápido possível”, comenta José Márcio Rocha, presidente da Coopercam.
Ainda segundo o Ipea, ao levar em conta a previsão de safra do IBGE e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o PIB agropecuário deve fechar 2020 com um crescimento de 3,8%. Mesmo com a simulação do impacto de choques negativos na economia em razão do novo coronavírus, semelhantes à crise de 2008, a expectativa é positiva: alta de 2,5%, sustentado pela estimativa de safra recorde de soja.
Nos últimos 12 meses, as cotações das principais commodities agrícolas estiveram constantes, de acordo com o índice geral de preços, publicado mensalmente pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No momento, a estabilidade é impulsionada pelo câmbio, o que é positivo para as exportações brasileiras. Somente em março, já houve uma apreciação da moeda americana de 15%, enquanto que nos três primeiros meses de 2020, o acumulado foi de 28%. Porém, especialistas acreditam que algumas complicações poderão surgir temporariamente na agroindústria e nas atividades de distribuição.
O café está entre as principais comodities brasileiras e a colheita da próxima safra se aproxima. “De fato, a produção cafeeira tem um calendário que precisa ser seguido. O produtor deve continuar seus preparativos, porém, este ano deverá redobrar os cuidados em relação à saúde de seus colaboradores”, comenta o presidente da Coopercam.
Essa é uma preocupação que os cafeicultores precisam ter, já que o Ministério da Saúde afirma que o pico da crise deve acontecer ente os meses de abril e junho, período em que os trabalhos de colheita do café estarão no auge. A preocupação ocorre já que a maior parte da colheita é feita manualmente e com trabalhadores que chegam de outros estados. Rocha garante que, junto com seus cooperados, a Coopercam está em busca das melhores soluções para garantir a saúde de todos os envolvidos na colheita de café na região em que atua.
Este ano, com a bienalidade positiva, a Conab aponta uma safra de 62 milhões de sacas. Isso também representa um aumento na mão de obra, por isso a preocupação ainda maior. “Com certeza, haverá uma demanda crescente por equipamentos de proteção e segurança para os trabalhadores. Mas queremos tranquilizar nossos cooperados e os trabalhadores, pois a Coopercam já está trabalhando em uma cartilha para orientar e assegurar a segurança de todos os envolvidos”, finaliza o presidente.
As informações são da Sakey Comunicação.