Pessoas que bebem café têm menos chance de desenvolver um espasmo involuntário nos olhos chamado blefaroespasmo primário adquirido, que faz a pessoa piscar incontrolavelmente e pode deixá-la efetivamente "cega" (de tanto piscar, não consegue enxergar), de acordo com um estudo publicado no Journal of Neurology and Psychiatry.
De acordo com o Eurekalert, serviço de notícias da American Association for the Advancement of Science, o efeito foi proporcional à quantidade de café consumido e uma a duas xícaras de café por dia foram necessárias para o efeito protetor ser visto. A idade do começo do espasmo também foi mais avançada em pacientes que bebiam mais café - 1,7 anos para cada xícara adicional por dia.
O estudo envolveu 166 pacientes com blefaroespasmo primário adquirido, 228 pacientes com espasmo hemifacial (espasmo muscular similar que normalmente começa nos músculos da pálpebra mas que se espalha envolvendo outros músculos da face) e 187 pessoas que eram parentes dos pacientes. Os dois últimos grupos funcionaram como controles.
Os participantes foram recrutados em cinco hospitais da Itália e informaram se bebiam café e quantas xícaras bebiam por dia. A idade do início dos espasmos musculares foi registrada para pacientes que apresentaram este sintoma e uma idade de referência foi calculada para cada um dos parentes dos pacientes baseado na duração dos espasmos nos outros grupos. O estudo também avaliou os efeitos do fumo no desenvolvimento da doença.
"Nossas descobertas levantaram dúvidas sobre a associação do fumo com o blefaroespasmo, mas sugeriram fortemente um fator protetor do café", disseram os autores. "O candidato mais óbvio para o efeito protetor é a cafeína, mas a baixa freqüência de consumo de café descafeinado na Itália evitou que avaliássemos os efeitos da cafeína no blefaroespasmo".
Eles sugeriram que a cafeína bloqueia os receptores de adenosina, como tem sido proposto como mecanismo de proteção contra a doença de Parkinson. Os autores estimaram que as pessoas precisam beber de uma a duas xícaras de café por dia para que o efeito protetor seja visto.
"Considerando que o teor de cafeína de uma xícara de café italiano (60 - 120mg) é similar ao teor médio de uma xícara de café norte-americano (95 - 125mg), o efeito protetor no desenvolvimento do blefaroespasmo pode ser exercido a doses de cafeína maiores que 120 - 240mg, comparável com as doses de cafeína sugeridas para proteger contra a doença de Parkinson".
Consumo de café protege contra espasmo na pálpebra
Pessoas que bebem café têm menos chance de desenvolver um espasmo involuntário nos olhos chamado blefaroespasmo primário adquirido, que faz a pessoa piscar incontrolavelmente, de acordo com um estudo publicado no Journal of Neurology and Psychiatry.
Publicado por: CaféPoint
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