Congressista do Quênia deseja banir exportações de café não processado

Segundo ele alguns países importam café bruto queniano e vendem de volta ao próprio Quênia para lucrar às custas dos agricultores

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Uma proposta, feita por um congressista do Quênia, visa banir as exportações do café não processado com o intuito de impulsionar os ganhos dos agricultores. A ideia será levada ao parlamento.

O Quênia é um pequeno produtor da commodity, que representa cerca de 1% da produção global anual. Seus grãos de café arábica são procurados por torrefadores globais que os usam para misturar em outras variedades.

Os grãos de cafés crus, que são a quinta maior fonte de renda do Quênia, são geralmente vendidos em um leilão semanal na capital Nairóbi ou diretamente para compradores estrangeiros que então torram, empacotam e vendem.

Moses Kuria, do partido governante Jubilee, disse que alguns países estão importando café bruto queniano, processando-o e re-exportando de volta ao Quênia para vender às custas dos agricultores que “não colhem o máximo dos benefícios do que eles produzem”.  Segundo ele, seu novo projeto de lei proibirá a exportação de café cru de qualquer forma.

Segundo a Agência Reuters Moses Kuria afirmou que o projeto providenciará para que o café seja exportado apenas em sua forma processada, sendo torrado, moído, embalado e rotulado com a inscrição “Made in Kenya”.

As informações são da Agência Reuters

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Equipe CaféPoint

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