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Conab: bienalidade negativa reduz safra de café em 20,5%

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 18/09/2019

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem (17) seu 3º levantamento da safra de café, onde aponta uma queda de mais de 20% em relação ao ano passado, com uma produção total estimada em 48,99 milhões de sacas beneficiadas.

De acordo com a pesquisa, a baixa atinge de forma mais intensa a espécie arábica. Os cafezais sofreram ainda a incidência de altas temperaturas, ao mesmo tempo em que o ciclo vegetativo sentiu a falta de chuvas em um período importante do desenvolvimento da cultura, o que fez com que as estimativas de rendimento médio fossem ainda menores.

Em relação à produção, os números esperados seguem inferiores aos do ano passado, com diminuição de 2,8% e alcance de 1,8 milhão de hectares. O estudo atribui este fato também à bienalidade negativa, já que os produtores aproveitam este período para realizar tratos culturais nas lavouras e, desta forma, reduzem a área em produção.

O estudo aponta que o arábica poderá atingir uma produção de 34,47 milhões de sacas, apresentando redução de 27,4% em comparação com a safra de 2018. Já o canéfora (conilon) deve chegar a 14,52 milhões de sacas, com aumento de 2,5% frente ao mesmo período.

Os baixos números da safra tiveram reflexo, inclusive, nas exportações brasileiras, que também diminuíram. Em agosto, atingiram cerca de 3,2 milhões de sacas de 60 kg, o que representa uma redução de 9,5% em relação ao mesmo período no ano passado.

Nos estados

Maior produtor de café no país, o estado de Minas Gerais deve colher uma safra menor este ano: 24,52 milhões de sacas, com redução de 26,5%. Isso é reflexo da diminuição da área em produção e menor rendimento médio da cultura em todas as áreas produtivas. Já o Espírito Santo, que tem a maior produção de canéfora, deverá ter um crescimento de 14,8% na produção da espécie, influenciado por melhores condições climáticas e aumento de área produtiva. Por outro lado, a produção de arábica, que corresponde a 23% da produção capixaba, terá quebra de 33,6%, o que puxa o volume produzido de café no estado em 2%, quando comparado à safra passada.

Os demais estados produtores, da mesma forma, projetam o efeito negativo do fenômeno da bienalidade, com queda de produção frente ao alcançado na safra passada, com exceção de Goiás e Mato Grosso, que obtiveram crescimento de produção de cerca de 21% e 16%, respectivamente. Na sequência de maior produção de sacas beneficiadas, vêm São Paulo (4,37 milhões), Bahia (2,80 milhões), Rondônia (2,10 milhões), Paraná (950 mil), Rio de Janeiro (276 mil), Goiás (236 mil) e Mato Grosso (121 mil).

O levantamento completo está disponível aqui

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