Com decreto de emergência, cafeicultor de Três Pontas poderá renegociar dívida

O decreto de emergência permite que os produtores renegociem suas dívidas com instituições financeiras e façam novos empréstimos. A cidade de Nepomuceno já havia decretado estado de emergência a poucos dias também devido a da falta de chuva.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Em decorrência da seca atípica na região do Sul de Minas, com temperaturas elevadas acima da média na época de floração, cidades como Três Pontas, que tem a economia baseada na agricultura, foram afetadas. No último dia 14, o município decretou Estado de Emergência na Agricultura para atender a um pedido dos produtores rurais, lideranças e entidades ligadas à cafeicultura.

O decreto de emergência permite que os produtores renegociem suas dívidas com instituições financeiras e façam novos empréstimos. A cidade de Nepomuceno já havia decretado estado de emergência a poucos dias também devido a da falta de chuva.

Sobre as altas no preço do café, o presidente da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel), Francisco Miranda, afirma que é um evento incomum. “Comparando com o ano passado, o cenário é totalmente diferente. Tínhamos 700 mil sacas no estoque, era a maior safra da história brasileira para ser colhida. Hoje, temos cerca de 500 mil sacas, a diferença é de 200 mil. O preço melhora, e os produtores vendem mais”, afirma.

Os atuais problemas na qualidade dos grãos, elevaram o valor da sacas e, para os produtores que puderam aguardar para vender seus estoques, o resultado tem sido maior lucro por saca. “Os produtores com sacas em estoque tem arrecadado de valor líquido para eles, hoje, até R$ 486,00 a saca”, conta Miranda.

Os dados confirmados pela Estação Meteorológica da Cocatrel, determinam que os índices de chuvas no primeiro trimestre ficaram abaixo da média histórica. Em 2012/2013 a média foi de 232,15 milímetros de chuva, enquanto este ano choveu apenas 59,83 mm apresentando um elevado déficit hídrico.

Apesar disso, o presidente da Cocatrel considera que a maior parte da colheita mantenha em seu ritmo habitual. “O grosso da colheita continua para o mês de junho. Não houve grande antecipação”, diz Miranda.

Visitas realizadas por técnicos da Emater e Cocatrel em pequenos, médios e grandes produtores, nas diferentes comunidades rurais de Três Pontas, e dados da Epamig na Estação Experimental de Três Pontas, estimam para esta safra uma quebra na produção em 32% para cultura do café, (produção de 284.756 sacas) 55% de perdas nas lavouras de milho e 40% para a soja.

As estimativas de perda nas produções agrícolas afetam a economia municipal como um todo. Segundo sua assessoria, a Prefeitura está sentindo a queda no repasse do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), que cada vez é menor.
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.