Nos últimos anos, temos alertado sobre a necessidade de preparar a produção de café para as incertezas criadas pela mudança climática e variabilidade. Problemas enfrentados por algumas regiões produtoras no Brasil e na América Central mostram que estávamos certos. É nesse momento que o Café da Colômbia colhe os esforços do que plantou nos últimos anos. Os preços internacionais do café mostraram uma recuperação significativa em benefício dos produtores que, com uma produção fortalecida e mais colheitas eficientes, podem aumentar suas vendas e participação de mercado. Também é nesse momento quando é desejável atrair atenção sobre a importância das instituições de café da Colômbia, sem as quais tudo o que aconteceu não passaria de um sonho. Um trabalho consistente, sério e focado permite que a Federação de Produtores de Café da Colômbia sinta-se orgulhosa do lugar que o café colombiano ocupa no mercado global.
A transformação do parque de produção na Colômbia, através da renovação dos cafezais com variedades resistentes a doenças como ferrugem, plantas mais jovens e maiores densidades, a constante aposta na qualidade, diferenciação e valor agregado, e a estratégia de proteção da origem estão mostrando seus benefícios na atual situação de aumento de preços. Essa transformação da estrutura da produção não somente protegeu a Colômbia contra a ferrugem, mas permitiu aumentar a produtividade do café e a produção nos últimos meses, o que se traduz em uma oferta confiável de café para o mercado. Durante o primeiro trimestre de 2014, a produção de café aumentou em 28% com relação ao ano anterior.
Também, graças à nossa estratégia voltada à qualidade, valor agregado, diferenciação e proteção de origem, fizemos 64% do café colombiano exportado agregar valor aos produtores. As vendas de cafés especiais continuam crescendo. A Federação exportou um total de 1,2 milhão de sacas de cafés especiais em 2013, um volume recorde, à medida que esse foi 16,2% maior que em 2012 e 12,1% maior que em 2011, o que significa qualidades premium e bem-estar aos produtores.
Foto: Bryan Clifton/ Café Editora
Com fatores como a queda da produção de café na América Central devido à ferrugem e às secas no Brasil, o café da Colômbia está em melhor posição e os compradores internacionais estão cada vez mais interessados em nosso produto, com vantagens significativas e diferenciais como fruto do trabalho acordado com a base de agricultores, que apostaram em um modelo de produção que oferece um café mais bem aceito no mundo.
Com relação às Denominações de Origem de regiões particulares da Colômbia, o trabalho feito pela Federação em Cauca, Huila, Paisagem Cultural do Café, Nariño, Santander e Sierra Nevada também renderam frutos concretos. Marcas líderes no mercado, como Nespresso, Starbucks e Suntory lançaram ou relançaram cafés regionais da Colômbia como uma nova aposta na diferenciação e posicionando seu portfólio de marcas. Essa é, sem dúvida, a aposta correta.
O artigo é do diretor executivo da Federação de Produtores de Café da Colômbia, Luis Genaro Muñoz Ortega, para o Colombian Coffee Insider.