Cocatrel aponta 25 dias de clima seco em 90% das lavouras

Cooperados no Sul de Minas enfrentam déficit hídrico de até 150mm. Já em alguns pontos, chuvas e granizo danificaram algumas lavouras

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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Por Thais Fernandes

Para o diretor técnico industrial da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Três Pontas (Cocatrel), Jorge Luiz Piedade Nogueira, o mês de janeiro de 2015 parece repetir os passos do mesmo mês do ano passado. “O que os cooperados e técnicos que vão a campo têm relatado mais é a falta de chuva. Podemos dizer que em 90% da região faz 25 dias que não chove”, aponta o diretor.

 
Foto: Cocatrel/ Divulgação
Foto: Cocatrel/ Divulgação

O clima seco que afeta as plantações dos cooperados ocorre justamente na época de granação. “Esse é um momento decisivo para o enchimento dos grãos. Acredito que para não prejudicar mais essa etapa é preciso que chova bem, pelo menos, até a primeira quinzena de fevereiro”, comenta Nogueira.

No mês de janeiro, segundo dados da Estação Meteorológica de Três Pontas (MG), foram registrados até agora 65 mm na Média de Chuva do município. No entanto, Jorge frisa que o número se refere ao local onde a medição é realizada e não ao exatamente ao campo. “Neste mês dentro da cidade choveu bem mais do que no campo. Alguns lugares que nossos técnicos visitaram tiveram entre zero e 15 mm de chuva até aqui”, informa.

Segundo o gerente, atualmente a cafeicultura local enfrenta déficit hídrico de até 150 mm. “O clima já prejudicou bastante. A safra de 2015/2016 já seria menor do que a anterior, mas o que está acontecendo agora só piora a situação”, diz o diretor.


Chuvas concentradas e granizo

Foto: Ricardo Ribeiro
 
Chuva forte, granizo e ventania danificam lavoura em Lambari,sul de minas
Foto: Ricardo Ribeiro

Na segunda semana de janeiro algumas propriedades dentro do perímetro da Cocatrel registraram incidência de chuvas que, no entanto, foram muito concentradas e não colaboraram para o bom andamento do cafezal. “A chuva forte e de pedras estragou bastante algumas lavouras. Dependendo da intensidade dá para recuperar através de pulverização, mas se for muito forte já compromete mais”, explica Nogueira.

Entre os municípios atendidos pela Cocatrel que tiveram propriedades atingidas pelas chuvas e ventos fortes estiveram Coqueiral, Carmo da Cachoeira e Três Pontas.

No município de Lambari, também na região do Sul de Minas, houve chuva de granizo no dia último dia 12. O registro do produtor Ricardo Ribeiro aponta o efeito da chuva forte, com granizo e ventania em lavoura local. “Os danos ainda não posso falar corretamente, mas posso garantir que as perdas dos grãos afetados possam chegar entre 10% a 20% dependendo da localidade”, comenta o produtor de café arábica, que reforça que a chuva forte foi fato isolado em sua região, que tem sofrido em grande parte com a seca.

Foto: Ricardo Ribeiro
Lavoura de Lambari (MG) após chuva forte
Foto: Ricardo Ribeiro

Foto: Ricardo Ribeiro
Detalhe do fruto verde, em fase de granação, também atingido pelo granizo do último dia 12 de janeiro
Foto: Ricardo Ribeiro


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Equipe CaféPoint

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