CNC: Momento é próspero, mas setor necessita politica duradoura

O presidente da Conselho Nacional do Café (CNC) e deputado federal por Minas Gerais, Silas Brasileiro, foi um dos principais nomes presentes no primeiro dia da edição 2014 da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), que está sendo realizada entre os dias 18 e 20 de março, em Araguari, no cerrado de Minas Gerais.

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O presidente da Conselho Nacional do Café (CNC) e deputado federal por Minas Gerais, Silas Brasileiro, foi um dos principais nomes presentes no primeiro dia da edição 2014 da Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura (Fenicafé), que está sendo realizada entre os dias 18 e 20 de março, em Araguari, no cerrado de Minas Gerais.

Brasileiro salientou que cada vez mais cafeicultores estão tendo acesso à irrigação graças a recursos disponibilizados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Saudando a presença de outras autoridades ilustres, como o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Oliveira Silva, o presidente do CNC exaltou que o momento da cafeicultora é próspero, mas que o setor necessita de políticas duradouras que permitam a manutenção desta rentabilidade. "Se queremos continuarmos a ser competitivos e a manter nosso lugar no mercado internacional, precisamos de ainda mais investimentos em excelência e pesquisa", disse Brasileiro, que classificou as certificações de origem obtidas pelos produtores do cerrado mineiro como um "acontecimento grandioso".

O presidente do CNC lembrou que os produtores do Brasil estão presentes praticamente no mundo todo no mercado de fornecimento de café. Os preços agora são remuneradores, frisou, mas "não apenas por conta do veranico". Houve, além do lançamento de contratos de opção de venda para três milhões de sacas de café, alongamento de dividas, o que veio se somar aos efeitos da estiagem no Brasil refletidos pelo mercado internacional, comentou Brasileiro.

Silas Brasileiro aproveitou a ocasião para agradecer ao ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antonio Andrade, o qual "lutou muito pela realização dos leilões, sem se satisfazer quando foram oferecidas opções para apenas um milhão de sacas em um primeiro momento e nem para dois milhões de sacas posteriormente. Andrade bateu o pé até a presidenta Dilma Roussef autorizar opções para três milhões de sacas", informou o presidente do CNC.

Quando houve a reivindicação dos produtores pela realização dos leilões de opção de venda, os preços do café no mercado físico giravam em torno de R$ 240,00 a R$ 250,00 por saca, contra os atuais R$ 480,00 por saca. "Temos então que agradecer ao Governo Federal por seu papel fundamental na recuperação dos preços. O veranico foi importante, sim, mas não foi o único fator por trás dela", finalizou.

A Fenicafé é promovida pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA) e Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa Café, Prefeitura e Câmara Municipal de Araguari.

As informações são da Agência safras
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