FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

CNC, Cecafé e CNA solicitam melhorias na Norma de Agricultura Sustentável 2020

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 16/10/2020

3 MIN DE LEITURA

0
0

O Conselho Nacional do Café (CNC) conduziu um trabalho junto com suas cooperativas associadas, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e a Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), solicitando, à Rainforest Alliance, a suspensão do cronograma de implantação da Norma de Agricultura Sustentável 2020 e a reabertura da consulta pública, desta vez de forma inclusiva, com ampla participação das origens cafeeiras brasileiras.

De acordo com as entidades, a nova norma impõe restrições excessivas e irreais, que tendem a anular o valor da certificação pelas perdas de produtividade e renda. “Redução de produtividade representa um incentivo para a expansão da área cultivada com café, um retrocesso nos ganhos ambientais obtidos pelo Brasil. O investimento em pesquisa, realizado pelo setor produtivo nacional, permitiu que a produtividade dos cafezais saltasse de 9 sacas/ha, nos anos 90, para as atuais 33 sacas/ha, o que foi fundamental para viabilizar economicamente a conservação de florestas nas propriedades rurais”, argumentam.

As entidades citam ainda que, em Minas Gerais e Espírito Santo, estados responsáveis por mais de três quartos da produção nacional de café, o percentual da área dedicada à preservação da vegetação nativa dentro dos imóveis rurais atinge 33%, totalizando 148.000 Km2 — área próxima à soma dos territórios de Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Suíça.

“Para preservar esse serviço ambiental prestado gratuitamente pelos cafeicultores do Brasil, entendemos que é necessário um olhar mais agronômico e equilibrado, convergente às características da agricultura tropical, principalmente no tocante à lista de produtos proibidos e ao procedimento de uso excepcional da Norma de Agricultura Sustentável 2020”, explicam CNC, Cecafé e CNA, em nota.

Segundo as instituições, é preocupante a abordagem regulatória da nova norma, que ultrapassa o papel das autoridades nacionais e internacionais, ao proibir o uso de ingredientes ativos importantes para o controle de pragas e doenças dos cafezais, que podem levar a severas perdas de produtividade e renda aos cafeicultores. “É o caso do Epoxiconazol, Triadimenol, Ciproconazol, Tiametoxam e Imidacloprido, que são importantes para evitar perdas por ferrugem do cafeeiro, bicho mineiro, cigarra e cochonilha da raiz”, elencam.

As entidades também externam surpresa quanto à proibição do uso da fosfina para fumigação do café verde armazenado, ferindo as leis do Brasil e do mundo. “Não existe produto substituto para este fim e a falta da fumigação com fosfina antes do embarque é infração grave perante as legislações brasileira e internacional, inviabilizando o embarque para os principais destinos do café do País”, posicionam-se CNC, Cecafé e CNA.

Os representantes da produção e da exportação brasileiras pontuam, ainda, que a cafeicultura nacional é a mais sustentável do mundo, porque se desenvolve com base na ciência, sob as mais rígidas leis ambientais e sociais e com o apoio permanente de um ambiente facilitador institucional.

“Além disso, o Brasil possui políticas agrícola e cafeeira estruturadas, que possibilitam a sinergia entre os setores público e privado na aplicação e na modernização de instrumentos, como o crédito rural, para orientar mudanças em direção a uma produção mais sustentável e competitiva”, defendem.

CNC, Cecafé e CNA recordam que, através do ambiente facilitador e do diálogo interno, sempre incluindo as origens produtoras, é que será possível avançar em direção a uma cafeicultura ainda mais sustentável, porém sem perder de vista os conceitos de produtividade econômica máxima e módulo econômico viável mínimo.

“O Brasil, junto com o Vietnã, é líder mundial em produtividade de café, condição fundamental para que seja alcançada a renda de bem estar social. Assim, medidas que tendem a reduzir a produtividade acabarão por promover a miséria nas regiões produtoras de café”, concluem.

As informações são do Conselho Nacional do Café (CNC).

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

CaféPoint AgriPoint