Produtores da Mogiana (SP), Sul de Minas e Cerrado Mineiro, consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apontam alívio com as chuvas ocorridas no final de setembro em boa parte das regiões produtoras de café arábica.
Com a expectativa da abertura de novas floradas nos cafezais, o setor deve seguir acompanhando o clima no País, uma vez que a continuidade das chuvas será essencial para o pegamento das flores e para o desenvolvimento dos chumbinhos da safra 2020/2021.
Quanto ao canéfora, o clima também favoreceu as lavouras do Espírito Santo. Segundo o Inmet, São Mateus e Linhares registraram chuvas de 23,4 mm e 15,8 mm, respectivamente, entre 23 e 30 de setembro. As precipitações, apesar de não tão volumosas, aliviaram os produtores.
Em relação aos preços na manhã de hoje (02), os contratos futuros do café arábica operaram com curtas oscilações na Bolsa de Nova York, caindo 10 pontos, a 101,25 cents/lb. O março/2019 anotava 104,80 cents/lb, com recuo de 15 pontos. O contrato maio/2019 anotava 107,15 cents/lb, com ganhos de 10 pontos.
O dólar também oscilou em estreitas margens, o que também impacta nos preços do café. Às 12h09, o dólar comercial tinha queda de 0,07%, cotado a R$ 4,16 na venda, acompanhando o exterior e informações da Previdência.
"O mercado é vendedor. Ele já entendeu que o nível de 4,18 reais é o teto e, quando a moeda toca esse patamar, o exportador tende a vender a moeda", afirmou à Reuters Ricardo Gomes da Silva, superintendente da Correparti Corretora.
As informações são do Cepea e do Notícias Agrícolas.