O leitor do CaféPoint Artur Queiroz de Sousa, consultor de café em Varginha, no sul de Minas Gerais, enviou um comentário ao artigo "Uma análise da análise do governo sobre a cafeicultura, de autoria do produtor de café Cláudio José Fonseca Borges.
Em sua análise, Cláudio afirma: "o produtor de montanha que não faz parte da agricultura familiar está fora do mercado". Artur, então, levanta outros pontos de vista, ponderando que o fim da cafeicultura de montanha no Brasil pode não estar assim tão iminente. Leia os argumentos de Artur:
"Parabéns, Cláudio, pelo seu artigo, e respeito o seu ponto de vista, o que não faz com eu concorde totalmente com ele.
A Cafeicultura de montanha, ou seja a do Sul de Minas, não traduz totalmente a área cuja utilização da mão-de-obra é de cem porcento, sobretudo na colheita. Aqui se utiliza bem colheitadeira automotriz, de arrasto, e as famosas mãozinhas mecanizadas.
Eu fico pensando até quando na sua região a cafeicultura plana vai conseguir sobreviver ao avanço da cana-de-açúcar, com resultados muito melhores do que do café de sua região. O mesmo acontece com a área do cerrado, e este com um agravante: solos de cerrados são muito bons em propriedades físicas, e não químicas, o que traz diferenças ao café, fora a densidade pluviométrica, que também são diferentes.
Se analisarmos as últimas décadas, verificamos que o governo há muito reduziu e retirou capital financeiro da agricultura, sobretudo da cafeicultura. Mas esta continuou crescendo, no que redunda o endividamento do setor. Entretanto, somos bastante perseverantes e estamos nos adequando ao mercado.
Corrigindo falhas de gestão, fazendo manejo de podas, de adequação de áreas, abandonando aquelas que dependem exclusivamente de mão-de-obra, dessa forma vamos chegar lá."
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Equipe CaféPoint
Cafezais de área plana resistirão à cana-de-açúcar?
Até quando a cafeicultura plana vai conseguir sobreviver ao avanço da cana-de-açúcar, com resultados muito melhores do que do café em diversas regiões? O mesmo acontece com a área do cerrado, e este com um agravante: solos de cerrados são muito bons em propriedades físicas, e não químicas, o que traz diferenças ao café, fora a densidade pluviométrica, que também são diferentes nas áreas de montanha.
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