Cafeicultura africana não ganhou competitividade nos últimos anos

Análise entre produção de café no Brasil e na África foi feita por parceria entre a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e o Centro de Inteligência em Mercados.

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Foto ilustrativa: Guilherme Gomes/ Café Editora
Foto ilustrativa: Guilherme Gomes/ Café Editora

Da redação

O Bureau de Inteligência Competitiva do Café, programa que busca oferecer informações relevantes para o setor cafeeiro nacional, divulgou em seu último Relatório uma análise entre a produção cafeeira Brasil x África.

O trabalho foi realizado pela equipe do projeto Campo Futuro, uma parceria entre a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e o Centro de Inteligência em Mercados. Os resultados apontam que a cafeicultura africana não ganhou competitividade nos últimos anos.

Segundo o relatório, a África produz grãos das duas principais espécies comerciais. No entanto, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que, entre as safras 2004/2005 e 2013/2014, houve uma pequena redução no volume colhido de café robusta (0,89%), o que coloca o continente na contramão da tendência global de aumento na oferta deste tipo de grão. A produção de café arábica, por sua vez, mostrou um incremento de 29,72%. Estes dados podem indicar que as lavouras de robusta do continente não são tão competitivas quanto as do Vietnã e do Brasil.

Já considerando a oferta de ambas as espécies, no mesmo período, o crescimento da cafeicultura africana foi de 15,08%, com um volume de 15,48 milhões de sacas colhidas na safra 2013/2014. Destas, 6,38 milhões de sacas correspondem ao café robusta e 9,1 milhões ao café arábica.

Segundo dados do USDA, no período em questão, a produção mundial cresceu 25,44%, o que significa que a África perdeu participação no mercado global.
A produção brasileira, por outro lado, apresentou um crescimento consistente. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 2005 a 2014, a produção nacional aumentou de 32,9 milhões de sacas para 45,3 milhões, alta de 37,65%. Considerando-se médias bienais, o aumento foi de 37,73 milhões (biênio 2005/2006) para 47,25 milhões (biênio 2013/2014), o que representa um ganho de 25,24%.

Os dados analisados demonstram que, para a década compreendida entre 2005 e 2014, a cafeicultura brasileira foi mais competitiva do que a cafeicultura africana. Até o momento, as diversas notícias de projetos para o desenvolvimento das lavouras daquele continente não se traduziram em ganhos reais de produção.

O relatório do Bureau, formado por uma equipe da Universidade Federal de Lavras (Ufla), aborda outros temas dentro de produção, mercado e cafeterias. Confira aqui o conteúdo do último relatório, que inclui informações sobre os cafés especiais em Londres.
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Equipe CaféPoint

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