Cafeicultores da Colômbia seriam beneficiados com TLC com Coreia

Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia manifestou a favor de Tratado de Livre Comércio (TLC).

Publicado por: CaféPoint

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Foto ilustrativa: Carol Da Riva/ Café Editora
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No marco de trâmite no Congresso da República do Tratado de Livre Comércio (TLC) entre Colômbia e Coreia, a Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia manifestou mediante comunicação dirigida à ministra do Comércio, Indústria e Turismo o total apoio ao mesmo, uma vez que melhorará as condições de acesso a diversas apresentações do café colombiano em um dos mercados mais dinâmicos da Ásia.

Como nos casos anteriores, a Federação acompanhou o Governo no processo de negociação desse TLC. A entidade lembrou que uma proporção muito alta de café colombiano é exportada a mais de 80 países, razão pela qual os produtores de café do país não se opõem e que, pelo contrário, veem com bons olhos os TLCs, pois precisam ampliar seu acesso aos diferentes mercados em condições mais competitivas.

No caso do TLC com a Coreia, conseguiu-se eliminar rapidamente as tarifas o que permitirá ao café colombiano seguir crescendo em um mercado que aumentará seu consumo nos próximos anos de maneira significativa.

Hoje em dia, a Colômbia fornece à Coreia não somente café verde padrão, mas particularmente cafés especiais e industrializados como café instantâneo e extratos. Dessa forma, diferentes marcas colombianas, entre elas, a marca dos cafeicultores colombianos, Juan Valdez, já conta com a presença no mercado coreano com lojas de café e em supermercados.

“A Coreia atualmente consome 1,7 milhão de sacas de café de todas as procedências do mundo. No ano passado, o café colombiano representou 15% desse total e esse acordo comercial nos ajudará a recuperar a competitividade frente a outros países que já contam com vantagens devido a seus TLCs com a Coreia”, disse o gerente geral da Federação Nacional de Cafeicultores, Luis Genaro Muñoz Ortega.

Os principais resultados do acordo assinado no que diz respeito ao setor cafeeiro são os seguintes: acesso a mercados (a tarifa para café verde, de 2%, será eliminada imediatamente; a tarifa para café torrado, de 8%, será eliminada em um prazo de três anos; as tarifas para café instantâneo e as preparações de café, de 8%, serão eliminadas em prazos de zero a três anos); Normas de Origem (foram definidas normas que obrigam a usar cafés originários para exportar com preferências café torrado e instantâneo).

Em 2013, a Colômbia exportou mais de 244 mil sacas de 60 quilos de café à Coreia. O consumo de café nesse país asiático para o ano de 2013 alcançou um equivalente a 1,7 milhão de sacas de café verde. Estima-se um crescimento anual médio do consumo doméstico de 2,8% anual até 2016. No mercado doméstico, predomina café instantâneo. No entanto, prevê-se que o café torrado e moído continue crescendo a melhores taxas que o café instantâneo (3,6% anual médio) frente a 2,8% anual em média, respectivamente, impulsionado pelos cafés especiais e gourmet.

A reportagem é do http://www.federaciondecafeteros.org / Tradução por Juliana Santin
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