Foto: Bryan Clifton/ Café Editora
Há concentrações e bloqueios em rodovias de pelo menos 12 departamentos [estados] colombianos, entre os quais Antioquia, Boyacá, Caldas, Cauca, Cundinamarca, Meta e Santander. O Exército colombiano montou um esquema especial e militarizou alguns pontos em rodovias consideradas cruciais para o deslocamento, como a que liga Boyacá a Cundinamarca, onde está localizada Bogotá. Nos protestos do ano passado mais de 50 rodovias foram bloqueadas; algumas por mais de duas semanas.
O movimento tem a participação de vários setores, principalmente de pequenos agricultores - como os produtores de batata, trigo e leite - e alguns cafeicultores, que reclamam a falta de avanço, por parte do governo, no cumprimento das promessas feitas na negociação anterior.
Mais sobre as reclamações dos cafeicultores: http://www.cafepoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-de-noticias/produtores-colombianos-planejam-protestos-para-28-de-abril-88655n.aspx
Mas o presidente da República, Juan Manuel Santos, e ministros do governo contestam as queixas sobre o descumprimento dos acordos e atribuem a nova mobilização “a interesses políticos”, motivados pelo cenário eleitoral – o país terá eleições presidenciais no dia 25 de maio.
O governo também acusa as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército da Libertação Nacional (ELN) de terem se “infiltrado” no movimento agrário. Nos protestos anteriores, as Farc haviam declarado apoio aos manifestantes e reconhecido a “legitimidade” das reivindicações. Além da proximidade das eleições, a guerrilha também negocia o processo de paz com o governo.
As reivindicações
Os agricultores pedem a renegociação de tratados de Livre Comércio entre a Colômbia e outros países, como Estados Unidos e Coreia do Sul, o que, segundo os produtores, teria desestabilizado o comércio interno e provocado a derrubada de preços dos produtos locais.
No acordo celebrado com os agricultores, em setembro de 2013, o governo prometeu criar mecanismos para “proteger” alguns setores, de modo a garantir a compra da produção local. Mas, segundo os manifestantes, isso ainda não foi efetivado. Na negociação anterior, também foi combinado que haveria controle de custos dos insumos agrícolas, e o governo se comprometeu a estudar a viabilidade de rever prazos para pagamentos de dívidas e abertura de mais linhas de financiamento agrário.
As informações são da Agência Brasil