Café mexicano pode renascer com novas políticas e tecnologias

Durante o Fórum Econômico Mundial (WEF), o coordenador executivo da Associação Mexicana da Cadeia Produtiva de Café (Amecafé), afirmou que o País poderá recuperar seus níveis de produção.

Publicado por: CaféPoint

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Foto: Bruna Haddad/ Café Editora
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O México poderá recuperar seus níveis de produção e qualidade do café em poucos anos se tiver um bom enfoque de política pública, créditos e transferência de tecnologias no marco da “Nova Visão para o Desenvolvimento Agroalimentar do México” (VIDA) e no cumprimento do compromisso adquirido pelo governo mexicano durante o Fórum Econômico Mundial (WEF), disse o coordenador executivo da Associação Mexicana da Cadeia Produtiva de Café (Amecafé), Gabriel Barrera Nader.

Após lembrar que no passado o México conseguiu a produção de 6 milhões de sacas, enquanto atualmente essa produção é de somente 3 milhões, ele disse que os esforços que se façam devem ser totalmente alinhados e com a participação de toda a cadeia, desde o Estado, setor privado e produtores a nível nacional. “Criar uma boa expectativa de preços é fundamental e deve haver uma grande sinergia e muita eficácia na aplicação de todos os recursos públicos, os provenientes de financiamento e o próprio investimento de produtor; a questão é que articulando muito bem qualquer esquema em médio prazo, podemos estar recuperando a produtividade e a qualidade”.

Nader classificou como positiva a segurança que a Secretaria de Agricultura dá ao produtor de café através das coberturas de proteção aos preços, onde esse ano se destinam cerca de 400 milhões de pesos (US$ 30,60) e que protegem cerca de 50% da produção nacional de café de possíveis baixas de preços.

“É um programa extraordinário que, para essa colheita de 2014/15, poderá ser aplicado com muito êxito, mas a isso, temos que somar organização, créditos e um fundo de cerca de 800 milhões de pesos (US$ 61,20 milhões) dos produtores, recursos que podem ser utilizados também como uma garantia líquida”, afirmou. 

O coordenador da Amenacafé disse, ainda, que a cobertura protegerá sobretudo os pequenos produtores para que mesmo com a queda de preços seja viável sua atividade, considerando que, enquanto em 2011 o quintal de café (saca de 46 quilos) alcançou US$ 300, no ano passado, caiu para somente US$ 100, enquanto atualmente está em US$ 175. “Os preços seguem sendo muito bons para a área de cobertura da Sagarpa, foi muito oportuna a aplicação dessas coberturas de proteção aos preços”.

Nader também previu que no próximo ano se verão os primeiros resultados da renovação de cafezais plantados há quatro anos, com o que se esperaria um aumento da produção entre 10 e 15%. No entanto, “em três anos, já estaremos vendo uma recuperação muito boa se for feita a aplicação correta das políticas e dos orçamentos”.

A reportagem é do http://www.elfinanciero.com.mx./ Tradução por Juliana Santin. 
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