Café deverá desaparecer das montanhas de Minas por custo elevado, diz analista
Os cafezais de montanha de Minas Gerais, que respondem por importante parcela da produção brasileira, tendem a desaparecer do mapa de cultivo do país em uma ou duas décadas, por custos elevados associados à impossibilidade da colheita mecanizada nas áreas de aclive, onde inclusive as fazendas estão perdendo valor de mercado.
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A avaliação é da consultoria Informa Economics FNP, que já vê uma migração do café plantado nas montanhas para áreas com topografia mais favorável, que permitem a redução de custos com a mão de obra por meio da mecanização da colheita.
"Essas regiões, em 10 a 20 anos, terão a produção reduzida a quase a zero, e outras regiões vão crescer e compensar esse processo", disse à Reuters o diretor técnico da Informa Economics FNP, José Vicente Ferraz.
Entre as áreas com possibilidade de receber o café que deixará de ser cultivado nas montanhas está o oeste da Bahia, disse o especialista, ressaltando que a mecanização também exige a escala de grandes propriedades para viabilizar o cultivo.
O café das áreas com relevo mais acidentado poderá ser substituído pela pecuária leiteira, por exemplo, citou o analista, observando que a avicultura e a suinocultura também seriam possibilidades.
"Esse processo de substituição (da atividade) já está ocorrendo e vai ocorrer nos próximos anos, à medida que esse processo vai se agravar...", disse Ferraz, citando uma tendência global de escassez de mão de obra no campo, com a população mais jovem buscando viver nos centros urbanos.
As despesas com mão de obra na cafeicultura, especialmente para a colheita, representam mais de 60 por cento dos custos totais da atividade, impactando diretamente nas margens dos produtores que cultivam café nas montanhas.
Minas Gerais, maior Estado produtor do Brasil, cultiva mais da metade dos cafezais em terras com topografia desfavorável à colheita mecanizada. O Estado responde por cerca de metade da produção de café do Brasil, que é o maior produtor e exportador global da commodity.
PREÇOS DAS TERRAS
Como reflexo das margens de lucro mais baixas, em especial nas áreas de montanha, as terras de café em Minas Gerais têm registrado uma valorização bem abaixo da média nacional, segundo estudo da Informa Economics FNP, que realiza um dos mais completos levantamentos sobre preços das áreas agrícolas no Brasil.
Enquanto o preço médio de terras agrícolas em geral em Minas registrou alta de 19 por cento no período de 36 meses até março deste ano, o valor das áreas de café do Estado tiveram valorização no mesmo período de 13 por cento.
No período mais curto, de 12 meses, a alta para fazendas de café é de apenas 4 por cento, contra 15 por cento da média das terras em geral em Minas e ante 13 por cento da média nacional.
A situação em regiões montanhosas é ainda mais aguda. Um exemplo é a região de Alfenas, Guaxupé e Varginha, onde os preços das terras de café caíram 10 por cento em 12 meses.
"Essas áreas (de café de montanha) não têm essa possibilidade de ter colheita mecânica, e por total falta de mão de obra, essas terras acabam sendo prejudicadas na sua valorização. A cultura tende a render cada vez menos, e os preços das terras refletem o retorno que se pode obter com a sua exploração", disse Ferraz.
Segundo o especialista, a tendência de preços de café é ascendente, mas o retorno é descendente para os produtores de áreas de montanha, "por conta do fator da mão de obra, cujos custos estão explodindo".
As informações são da Reuters
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MUZAMBINHO - MINAS GERAIS
EM 17/10/2016
Terraceamento nas lavouras de café reduz custos com mão-de-obra.
Acesse:
https://www.youtube.com/watch?v=c1R-s9z5rRk

OLIVEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 09/05/2014
JUNDIAÍ - SÃO PAULO - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
EM 28/04/2014

POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/04/2014

MUTUM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 26/04/2014
O problema da falta de mão de obra também pode se reverter, pois com o aumento do êxodo rural, também irá faltar emprego nas cidades, irá ter novas medidas dos governos para diminuir este paternalismo de tantas "bolças" que hoje está prejudicando o campo. Os direitos tem que serem respeitados, porem os deveres terão que ser cumpridos, e as oportunidades de emprego na área urbana tem um grau de exigências e qualificação muito maior que na área rural. As autoridades também sabem que com aumento das cidades, irá aumentar a criminalidade, falta de recursos nas área de saneamento, saúde, educação etc... Esta tendencia irá se reverter.
Nelsomar Pereira Fonseca

LIMEIRA - SÃO PAULO - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)
EM 24/04/2014

CACHOEIRA DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/04/2014

PERDÕES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/04/2014
JUNDIAÍ - SÃO PAULO - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
EM 24/04/2014

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 24/04/2014
Temos notado que lavouras de baixada sofrem muito mais o efeito da seca que as de montanha, com boa parte de graos chochos.
A persistir este quadro o cafe de montanha podera ser uma soluçao?
Volto a palavra aos pesquisadores.

BAURU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 23/04/2014
Se isto se confirmar, e é o que vem acontecendo em todas as regiões cafeeiras, a falta de mão de obra na colheita vem limitando não só a expansão, bem como a continuidade da produção cafeeira em áreas muito bem implantadas e conduzidas.
Mesmo em regiões de topografia mais favorável à mecanização de colheita, é certo que as lavouras mais velhas não foram plantadas em espaçamentos e carreadores visando a mecanização de colheita.
Como a topografia é fator determinante à colheita mecânica, e a mão de obra está escassa e de qualidade muito abaixo das nossas necessidades, penso no que poderá acontecer com esses municipios que até agora dependem da cafeicultura, faz-se urgente uma política governamental comprometida com a situação que se apresenta,para preparar estas regiões para um futuro diferente do atual.

DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 23/04/2014