Broca do café se multiplica em clima mais quente na Colômbia
Impacto da praga na lavoura, porém, é limitado
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
“É somente uma quantidade mínima do país. O problema é que sua comida é a parte que vale dinheiro”, disse ele sobre o inseto que foi detectado pela primeira vez na Colômbia em 1988, quando infectou aproximadamente um quarto da colheita na década de 1990. A Colômbia ganhou experiência no controle da praga desde então e a rede de agrônomos do país implementou medidas sanitárias nas fazendas afetadas para controlá-la, disse Uribe.
A broca do café, um pequeno inseto, põe os ovos na cereja do café e, quando amadurece, converte-se em larva e devora o grão. As infestações podem se propagar rapidamente e reduzir a produção, mas os agricultores podem controlá-la.
A praga apareceu recentemente em áreas pequenas dos departamentos de Caldas, Quindío, Antioquia e Valle. Uribe garantiu que não é uma preocupação especial esse ano com uma taxa de infestação nacional de 2%, segundo informado pela rede de cooperativas da Federação, em comparação com 1,6% nessa época do ano passado, quando os níveis chegaram a 2,6%.
O clima mais quente esse ano tem dado à broca do café uma vantagem, encurtando seu ciclo reprodutivo a cerca de 25 dias em vez de 30 e aumentando sua oferta de alimentos como os grãos de café que se decompõem mais lentamente na seca e no calor. Com a oportunidade de um clima mais seco que o normal nos próximos meses, os agrônomos da Federação estão enfatizando o controle da praga com o cuidado de não deixar os frutos maduros nos ramos ou no solo, onde os insetos ficam à espreita na próxima colheita.
“Se não chove, o fruto do café (não apodrece) e continuará alimentando os insetos, o que poderia permitir passar os danos à próxima colheita. É por isso que é importante retirar as cerejas maduras do campo”.
O período crítico para fazer isso será a partir das últimas etapas da atual colheita, cerca de novembro até fevereiro, quando os colhedores de café começam a abandonar os campos.
Os insetos do café também existem no Brasil, onde um aumento esse ano em média da seca e do calor levarão o Governo a acelerar a concessão de licenças de um novo pesticida para controlá-lo.
A reportagem é da Reuters/ Tradução por Juliana Santin
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!
Deixe sua opinião!

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 21/10/2014