O Brasil desponta como candidato natural a se consolidar como o principal fornecedor global de robusta. O país reúne uma cadeia de suprimentos estruturada, sistemas de rastreabilidade compatíveis com o EUDR e, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), cerca de 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com alto potencial agrícola, o que viabiliza a expansão da cultura sem necessidade de desmatamento.
Apesar do cenário promissor, produtores enfrentam desafios significativos. O custo de implementação do cultivo é elevado e as mudanças climáticas representam o maior entrave à produtividade. A elevação das temperaturas e a redução das chuvas nas principais regiões cafeeiras afetam diretamente as lavouras. Ainda assim, o robusta mostra maior resiliência ao calor, à seca e a doenças em comparação ao arábica, com a irrigação se consolidando como estratégia essencial para assegurar rendimento e qualidade.
Com essas vantagens, o Brasil tem condições de oferecer ao mercado internacional um fornecimento mais estável e confiável. No entanto, para alcançar essa posição de liderança, será necessário enfrentar desafios como instabilidade climática, volatilidade de preços, aumento dos custos de produção e incertezas geopolíticas.