Atraso na entrada de cafés 2014 incomoda operadores

Boletim do Escritório Carvalhaes fala sobre o fim oficial do ano-safra 2013/2014 dos cafés do Brasil.

Publicado por: CaféPoint

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Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora
Foto: Guilherme Gomes/ Café Editora

Confira o Boletim produzido pelo Escritório Carvalhaes para a semana de 23 a 27 de junho.

Boletim semanal - ano 81 - n° 25
Santos, sexta-feira, 27 de junho de 2014

Nesta segunda-feira, dia 30, terminou oficialmente no Brasil o ano-safra 2013/2014 dos cafés do Brasil. Os trabalhos de colheita da nova safra de arábica avançam em um bom ritmo com o tempo seco e quente. Ao contrario de outros anos, até o momento são poucos os lotes de arábica da nova safra oferecidos aos compradores. O atraso na entrada destes cafés 2014 no mercado começa a incomodar os operadores.

Os produtores estão com suas atenções voltadas para os trabalhos de colheita e benefício, procurando dimensionar o tamanho de suas perdas com a atípica seca do último verão. As informações que chegam das diversas regiões produtoras vão confirmando os porcentuais de quebra estimados pelos agrônomos.

Como já dissemos em nosso último boletim, a severa seca deste ano impede que o cafeicultor saiba a esta altura de sua colheita qual será o volume exato e também a qualidade da safra que está colhendo. Muitos têm compromissos já assumidos em vendas fechadas no segundo semestre de 2013 e nos primeiros meses de 2014 e preferem avançar com a colheita e benefício antes de pensar em novas vendas.

O início do período de inverno com suas ondas de frio deixa os cafeicultores ainda mais cautelosos. Também consideram que os preços oferecidos atualmente pelo mercado não refletem as perdas com a seca e não compensam os prejuízos com a quebra de sua produção. Por fim, as incertezas quanto aos reflexos da seca deste verão na safra do próximo ano dificultam as decisões dos produtores.

A produção de café arábica cereja descascado deve cair bastante este ano.

Os contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque continuaram trabalhando com muita volatilidade. Hoje, entre a máxima e a mínima do pregão, os contratos com vencimento em setembro próximo oscilaram 1330 pontos! No mercado físico brasileiro o volume de negócios fechados foi pequeno em relação a nossas necessidades de exportação e consumo. Os poucos lotes da nova safra oferecidos ao mercado são disputados e já valem mais que os remanescentes da safra que esta terminando.

Até o dia 26, os embarques de junho estavam em 1.673.089 sacas de café arábica, mais 249.358 sacas de café conillon somando 1.922.447 sacas de café verde, mais 121.391 sacas de café solúvel, totalizando 2.043.838 sacas embarcadas, contra 1.932.097 sacas no mesmo dia de maio. Até o dia 26 os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 2.528.425 sacas, contra 2.389.202 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 20, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 27, caiu nos contratos para entrega em setembro próximo, 295 pontos ou US$ 3,90 (R$ 8,59) por saca. Em reais, as cotações para entrega em setembro próximo na ICE fecharam no dia 20 a R$ 518,63 por saca e hoje, dia 27 a R$ 502,60 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em setembro, a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 830 pontos.
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CLAUDIO CESAR FREIRE VEIGA
CLAUDIO CESAR FREIRE VEIGA

LAVRAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 01/07/2014

a minha safra caiu para 20% de 900 sacas só 180 seca e falta vai faltar cafe no sul de minas.