Associação Mexicana espera que produção de café ao menos se mantenha
Cafeicultores do México estão sofrendo com um conjunto de problemas e esperam que, no melhor dos cenários, a produção do novo ciclo se mantenha nos baixos níveis atuais.
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O diretor da Amecafé, Cruz José Argüello, disse que as exportações de café caíram muito em alguns dos principais estados produtores do país durante o verão, entre eles, Veracruz, um daqueles onde inicialmente se esperava uma alta nos rendimentos.
As exportações para o período de junho-agosto totalizaram 642.747 sacas de 60 quilos, 24,1% a menos que as 846.819 sacas exportadas no mesmo período do ano anterior.
Argüello, que cultiva café no estado de Chiapas, um dos maiores produtores nacionais, disse que não espera que a tendência melhore durante a colheita de 2014/2015, que começou mês passado. “Sou realista. A produção, se não baixar, ficará como a que tivemos esse ano, mas poderá baixar mais”, afirma.
A Organização Internacional de Café (OIC) estima que o México exportou 2,44 milhões de sacas durante o ciclo de 2013/2014, uma queda de 27% comparado com as 3,35 milhões de sacas durante o ciclo de 2012/2013.
“Hoje no campo há um desânimo, a maior parte dos produtores não sabe o que fazer”, disse ele, acrescentando que muitos produtores abandonarão sua produção se a situação persistir. Argüello enfatizou que o setor cafeeiro do país foi afetado por um foco severo de ferrugem, uma praga que também afetou os países produtores da América Central e que se somou a outros obstáculos.
“Não é somente a ferrugem. Os problemas que temos são de seca e uma infinidade de coisas que estamos sofrendo”, disse Argüello, referindo-se às outras pragas e aos efeitos da mudança climática, bem como a fungicidas caros que estão fora do alcance de muitos produtores.
“Há três anos que não chove no momento em que deve abrir a flor”, disse ele, que é membro da cooperativa Uniõn Ramal Santa Cruz, em Chiapas, que agrupa 600 produtores.
Nas duas últimas safras, a ferrugem afetou a produção da América Central e do México que, em conjunto, geram um quinto dos grãos de variedade arábica do mundo. A praga ameaçou também o modo de vida de milhares de produtores de café e os lucros das exportações em alguns dos países mais pobres da América Latina.
Argüello disse que as plantações de café em altitudes abaixo de 1.000 metros têm sido especialmente afetadas, porque o calor é muito forte. “A cada ano morrem plantas”.
A reportagem é da Reuters/ Tradução por Juliana Santin
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