Com o objetivo de mostrar a distribuição espacial da cafeicultura de Minas Gerais, com informações precisas sobre expansão, retração ou migração, o Geoportal do Café disponibilizará dados completos de todos os municípios produtores da região, a fim de melhorar a gestão da cadeia produtiva.
Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
De acordo com o Assessor Especial de Café da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), Niwton Moraes, a ferramenta representa um grande avanço para o setor, uma vez que, até o momento, só existiam estimativas sobre a área plantada, com metodologias subjetivas. "A partir do mapeamento, que mostrará a distribuição espacial da cafeicultura no estado, torna-se mais efetiva a elaboração de políticas públicas para o setor", disse.
Por meio do Geoportal do Café, o produtor localizará a sua propriedade nas glebas de café e conseguirá melhorar o planejamento, enquanto o gestor municipal ou estadual terá acesso a informações que podem facilitar o direcionamento de ações específicas para cada região. Para o projeto foram investidos R$ 6 milhões, incluindo a aquisição de softwares, veículos, drones e tablets utilizados para todas as fases do trabalho, que está em fase final.
“O mapeamento do parque cafeeiro de Minas Gerais é um projeto pioneiro e deve servir como modelo para outros estados. A ideia é que se torne uma fonte permanente de consulta com informações abertas de Governo”, conclui Moraes. Os resultados alcançados serão apresentados em detalhes na Semana Internacional do Café (SIC) que acontecerá em Belo Horizonte de 25 a 27 de outubro.
Além da Seapa, o Geoportal do Café conta com a participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/MG) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). São parceiras do projeto a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e a Fundação João Pinheiro (FJP) e a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).