Da redação
A Assembleia de Minas recebe a 6ª reunião extraordinária, em audiência pública, deputados e autoridades do setor cafeeiro de Minas. A discussão terá como principal ponto o Projeto de Lei nº 4.703/2013, do deputado Mário Henrique Caixa, que aborda a obrigatoriedade de que conste, nos rótulos das embalagens de café comercializado no Estado, informação sobre a espécie vegetal de que se compõe o produto.
Entre os convidados da reunião estão a senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - Brasília/DF; Ronaldo Scucato, presidente da Ocemg; Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC) Brasília/DF; André Luiz Coelho Merlo, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Roberto Simões, presidente da Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg); José Roberto Soares Scolforo, reitor da Universidade Federal de Lavras (Ufla).
Serviço
Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial
Quando: Quinta-feira, 29 Maio 2014, 14h00
Local: Auditório da Assembleia de Minas – Belo Horizonte (MG)
Mais informações: Tel: (31) 21087657
Informações da Assembleia de Minas.
MG discute lei para informar a espécie vegetal no rótulo dos cafés
Audiência pública discutirá questões relativas à cafeicultura mineira, em especial o Projeto de Lei nº 4.703/2013, do deputado Mário Henrique Caixa.
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MARA FREITAS
LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO
EM 29/05/2014
A comparação do café ao vinho é sempre um desejo do ponto de vista gastronômico e portanto desejável, quando se trata da promoção do produto e sofisticação da cultura do consumidor, contribuinte para o aumento do consumo. Mas a pauta rotulagem de café, no foro de uma assembleia legislativa é incoerente, porque se trata de tema de responsabilidade de esfera federal. Creio que a ALMG deveria propor outros projetos, como por exemplo, os relativos à atualização tecnológica da indústria mineira. Fiquei sinceramente chocada quando descobri que a resolução que trata do padrão de compra do café industrializado pelo executivo mineiro, que eu escrevi, foi alterada, colocando um padrão da SCAA. Existem problemas mais graves do que a indicação de uma espécie no rótulo: além da importação de café (em Belo Horizonte, eu consegui comprar Blue Montain, a lenda dos café e não consegui comprar o sachê de café, produzido para abastecer minha máquina), existe também o problema da inovação. Fiquei chocada também por ler matéria no Estadão, onde a indústria brasileira manifesta sua satisfação pela quebra de patente da Nespresso. Será que o Brasil não é capaz de abrir mão de seu complexo de terceiro mundo e criar algo melhor? O rótulo sem tecnologia de envase, sem infraestrutura industrial, sem fiscalização do Estado, não é absolutamente nada.