Epamig lança variedades resistentes

A Epamig lançou, ontem, 13/7, em dia de campo realizado Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, a nova variedade Catiguá MG3. No sábado, 15/7, será a vez da Catiguá MG4, em dia-de-campo, em Turmalina. As duas variedades têm resistência à ferrugem alaranjada do cafeeiro e ao nematóide das galhas (Meloidogyne exígua Goeldi).

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A Epamig lançou, ontem, 13/7, a nova variedade Catiguá MG3. O lançamento ocorreu em dia de campo realizado na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso. A cultivar desponta como nova opção para o Sul de Minas, com resistência à ferrugem alaranjada do cafeeiro e ao nematóide das galhas (Meloidogyne exígua Goeldi).

Originada da hibridação artificial entre um cafeeiro de Catuaí Amarelo IAC 86 e uma planta da seleção de Híbrido de Timor, a combinação foi avaliada por seis gerações. A cultivar tem porte baixo, copa de formato cônico, frutos vermelhos e folhas de coloração bronze. Foi selecionada pela equipe do pesquisador da Epamig Antônio Alves Pereira, em ensaios nas fazendas experimentais da Epamig, com o apoio do CBP&D/Café.

Incorporando genes de resistência à ferrugem e ao nematóide, a utilização dessa nova cultivar oferece a possibilidade de incrementar a produtividade e reduzir o uso de agrotóxicos.

A ferrugem, principal doença na maioria das regiões cafeeiras, provoca intensa e precoce queda das folhas, com conseqüente seca dos ramos plagiotrópicos, principalmente nos anos de elevada produção.

De acordo com Pereira, a queda de folhas e seca dos ramos produtivos prejudica seriamente a produção de café no ano seguinte, tornando muito acentuado o ciclo bienal de produção da lavoura.

A produtividade das três primeiras colheitas da Catiguá MG3, avaliada na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, apresentou média de 62,2 sacas do café beneficiado por hectare, manejadas sem controle fitossanitários para pragas e doenças, exceto para o controle de broca do café.

O espaçamento adotado foi o de 3,20 x 0,70 e foi comparado ao Topázio (61,2 sacas / ha), Catuaí vermelho IAC 144 (46,2 sacas / ha), Paraíso (63,7 sacas / ha), Catuaí vermelho IAC 99 (50,0 sacas / ha).

No sábado (15), será a vez o Vale do Jequitinhonha conhecer a cultivar Catiguá MG4, em dia-de-campo em Turmalina. A Catiguá MG4 apresenta as mesmas características agronômicas da Catiguá MG3 e seu desempenho na região está sendo avaliado para breve lançamento e disponibilidade de sementes.

As informações são da Embrapa Café.
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