O Curso Online “Marketing estratégico no agronegócio do café” começou e muitos participantes já estão tirando suas dúvidas no fórum de perguntas. Para quem ainda não se inscreveu ainda há vagas para participar!
O instrutor deste curso é o professor Paulo Henrique Leme da UFLA, consultor em marketing e estratégia no agronegócio, especializado em café, certificações, indicações geográficas e qualidade.
Confira abaixo algumas das perguntas que já foram respondidas no fórum:
Aluno- Caro Paulo Henrique, sabemos que o café processado, agrega valores e coloca cada vez mais o Brasil em lugar de destaque no mercado externo do agronegócio do café, como evitar a venda de grãos verdes aos compradores, principalmente do leste europeu?
Paulo Henrique- "Na verdade, não há como impedir isso em um estado de livre comércio, é uma questão de custos realmente. O grande problema do Brasil é falta de políticas externas que privilegiem a exportação de produtos do agronegócio com valor agregado. A maioria dos grandes compradores de café tem barreiras tarifárias para o café torrado brasileiro (chegando a 20% no Japão!!), o que inviabiliza nossa indústria.
No fim das contas, nossa política internacional foca na exportação de produtos primários, não prevê acordos mínimos para a agregação de valor no território nacional."
Aluno- Quais são as duas grandes torrefadoras de cafés mundiais que se uniram e detém 40% do mercado mundial?
PH- "Foi a fusão da entre as multinacionais D.E. Master Blenders 1753 (antiga operação de café da Sara Lee) e a Mondelez, criando a joint venture Jacobs Douwe Egberts (JDE), nova gigante do café.
A JDE é a segunda maior empresa do ramo em vendas e controla cerca de 15,9% dos US$ 81 bilhões do mercado global de café, de acordo com a Euromonitor International. A Nestlé lidera o mercado, com 22,7%.
No Brasil, a fatia dessa empresa é de aproximadamente 18%.
Vale lembrar que a Mondelez e D.E. Master Blenders 1753 fazem parte de um grupo de seis ou sete empresas que dominaram o segmento de café até o ano passado (antes da conclusão da fusão) no mundo e que representam 55% do mercado nos países importadores do grão, de todas as origens."
Aluno- Quem verdadeiramente está ganhando dinheiro com café, no seu ponto de vista?
PH- "Com relação a segunda pergunta, é claro que exportadores, importadores e torrefadores detém margens melhores que os produtores, pois tem maior controle sobre suas operações. Devido à grande concentração nesses setores, eles possuem grande poder de barganha."
Aluno- O estoque de café em 2000/01 era de 40MM de sacas, em 2013/14 houve uma redução para 10MM. Na sua opinião houve uma ajuda governamental ou foi uma gestão de melhores cafés?
PH- "Na verdade, devido aos déficits entre produção e consumo, os estoques mundiais foram gradativamente sendo reduzidos, sendo que boa parte desses estoques estavam no Brasil."
Aluno- Destaca-se que o maior concorrente do Brasil no mercado mundial é Vietnã e Colômbia na safra 2013/14. E hoje, na safra 2014/15 quem é meu maior concorrente?
PH- "A situação é a mesma, desde o final dos anos 90 o Vietnã tem sido o grande concorrente em volume do Brasil, e a Colômbia a grande concorrente no mercado de café arábica."
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Confira alguns dos temas que estão sendo discutidos no Curso Online "Marketing estratégico no agronegócio do café"
O Curso Online "Marketing estratégico no agronegócio do café" começou e muitos participantes já estão tirando suas dúvidas no fórum de perguntas. Para quem ainda não se inscreveu ainda há vagas para participar!
Publicado por: CaféPoint
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