Rodrigo Correa da Costa

RODRIGO CORREA DA COSTA

20/09/2010

Encontrando novos blends e formas de consumir

Desde nosso último comentário, há duas semanas, o mercado de café em Nova York tentou duas vezes romper os nível de US$ 200.00 centavos por libra, mas não conseguiu. O mercado físico no Brasil tem negociado bons volumes a preços acima de R$ 330.00 por saca de café, mas alguns compradores dizem que os cafés finíssimos aparecem à conta-gotas. Duas correntes de pensamentos não estão totalmente erradas, os preços altos podem provocar uma menor taxa de crescimento mundial no consumo, o que não significa que (por enquanto) provocará uma queda do número absoluto consumido.

23/08/2010

Exportar ou vender café na BM&F?

Vamos focar um pouco no que está acontecendo na bolsa de São Paulo. O contrato de setembro do café arábica sofreu o squeeze que tanto se falava, em plena safra grande brasileira. As altas sequenciais e quase que ininterruptas do café em Nova Iorque permitiram que os produtores brasileiros fossem vendendo seus cafés a preços cada vez mais elevados no mercado físico. Para aqueles que estão leves, ou seja que tem pouca posição, a oportunidade de receber quase R$ 400.00 por saca, para um café tipo 4/5, good cup, que em diferencial contra Nova Iorque representa US$ 12.00 centavos de desconto é interessantíssima.

16/08/2010

Tomando café para vigiar o ouro

O mercado futuro ainda pode tentar subir, ajudado pela última semana antes do primeiro dia de notificação em Nova Iorque, e que conforme o próprio COT demonstra há mais torradores que precisam comprar do que origens precisando vender. O cenário macroeconômico por outro lado pode começar a atrapalhar, a não ser que se acredite que mais dinheiro será investido em café, assim como em ouro, talvez para manter acordados os vigias dos cofres onde são guardados as barras amarelinhas. Grandes indústrias alimentícias estão revisando seus prognósticos de vendas para o resto do ano e para 2011, em função das economias estarem mais lentas.

09/08/2010

Ainda em área de turbulência

Mais uma vez as sessões foram dominadas pela atividade de rolagem das posições, dado que o primeiro dia de notificação do contrato de setembro está próximo - dia 23 de agosto. Os fundos adicionaram um pouco mais de compras nos seus livros, e também rolaram suas posições compradas para o contrato de dezembro, o que causou o enfraquecimento do spread setembro/dezembro para US$ 1.30 centavos por libra negativos (primeiro mês mais barato do que o segundo mês).

03/08/2010

Leve e perigoso

O mercado está muito leve e portanto perigoso. Uma média de 6 mil contratos negociados isoladamente (excluindo spreads e AA's) no dia, consegue levar os preços para cima com facilidade. O risco acaba se tornando não apenas para quem está vendido, mas também para as novas compras que estão sendo feitas, pois em baixa liquidez o movimento pode ser brusco para qualquer um dos lados. Voltamos a alertar para a necessidade de gerenciar o fluxo de caixa, e tentar o máximo que for possível aproveitar o momento para vender café.

26/07/2010

Os altistas das altas e os baixistas das baixas

O contrato "C" teve uma volatilidade forte nos últimos cinco dias, caindo fortemente e testando o ponto de suporte do recente intervalo de US$ 155.00 a US$ 170.00 centavos, e na sexta-feira subindo outros quase 3% pelo segundo dia consecutivo. A movimentação se dá com um volume relativamente pequeno, e mostra que está todo mundo com medo de uma mudança de patamares de preços. Aos participantes do mercado resta aproveitar as oportunidades que a as altas tem dado para negociar diferenciais mais baratos.

19/07/2010

Sinais difusos com preços atrentes

A queda constante dos certificados, e a estrutura estando de plana para levemente invertida - alguns meses futuros mais baixos do que alguns meses mais curtos - ajudam os fundos e a indústria a rolarem suas posições ou protelarem suas decisões de compras. Por outro lado os produtores/exportadores que durante muito tempo eram ajudados pelo spread que sempre fez o mercado pagar pelo custo de carregar seus estoques, vêem esta facilidade evaporar, o que beneficia os fazendeiros que tem café para vender no pronto, e que não deveria ficar segurando seu produto. O Brasil tem que aproveitar, ainda mais com o real desvalorizando como aconteceu durante esta semana.

05/07/2010

Defesa como a da seleção brasileira - ou seria argentina?

A alta que estamos vivendo foi impulsionada pelos fundos, que agora podem querer reduzir um pouco de sua posição comprada, principalmente se o contrato de setembro em Nova Iorque romper os US$ 160.00 centavos e depois os US$ 155.40 centavos. A indústria menos ansiosa deixa o mercado vulnerável com uma eventual liquidação dos fundos, que não vai encontrar ninguém para defender uma baixa do terminal. A "defesa" na queda pode ser tão "eficiente" como a da seleção brasileira, ou pior, a da seleção argentina.

28/06/2010

Devorando o bicho-papão

A semana começou com notícias positivas para as commodities. O mercado de café até quarta-feira dava a impressão que iria começar a corrigir (cair), porém a queda em nenhum momento quebrou os US$ 155.00 centavos em Nova Iorque, e na quinta-feira o que vimos foi uma insanidade. Quem diria! Quanto mais o Brasil comercializa sua safra nos atuais níveis de preços, menos baixista o mercado ficará mais para frente, e a super-safra brasileira que era vista como o bicho-papão, acabará sendo devorada pelos touros (altistas).

15/06/2010

O bom e velho cafezinho voltou?

O café teve uma performance que não víamos há muito tempo, com um solavanco típico da época em que era a 2ª commoditiy com maior volatilidade (depois do petróleo), posto que perdeu para várias, entre elas o açúcar. Uma combinação de fatores contribuíram para o rally, desde a manutenção dos diferenciais à níveis altos provocada pela falta de cafés finos, até uma mudança do comportamento do torrador que vendo o robusta (ou conillon) tão mais barato resolveu aumentar a cobertura na bolsa.

07/06/2010

O medo refletido na estrutura

Quem sabia que a Hungria também era um problema? O atual governo húngaro culpa o governo anterior (social) de manipulação nos números econômicos, e disse que o país está em uma situação econômica grave. O mercado de café em Nova Iorque começou a curta semana firme, subindo em função da tempestade tropical Ágatha que atingiu países da América Central. No Brasil o clima foi frio, como esperado, mas não levou geadas para o cinturão do café.

31/05/2010

Começa o mercado de clima

No físico temos uma situação inusitada, pela primeira vez no fim do mês de maio a disponibilidade de café suave da América Central é praticamente inexistente. Na Colômbia a situação não é muito diferente, já que a safra intermediária deles (conhecida como "mitaca") foi menor do que esperada. No curto prazo creio que poderemos ver uma leve alta, mas não suficiente para que o "C" rompa os US$ 140.00 centavos/libra - a não ser que a frente fria seja mais forte do que se prevê.

17/05/2010

Esfriando o ânimo dos investidores

A crise de confiança nos débitos soberanos não melhorou apesar do comprometimento dos países da zona do euro, que criaram um fundo de estabilização de 750 bilhões de euros, ou aproximadamente 1 trilhão de dólares. O café em Nova Iorque mais uma vez tentou não se deixar influenciar com a turbulência dos mercados e o dólar firme, mas na sexta-feira não aguentou e acabou caindo. Para piorar o quadro atual, sazonalmente o mercado em Nova Iorque tende a cair a partir do final de maio, só voltando a recuperar no começo de agosto.

10/05/2010

Quinta-feira negra!

A crise de confiança sobre débitos soberanos aumenta mesmo depois da União Europeia se comprometer com um pacote de ajuda de 110 bilhões de Euros para a Grécia. O nervosismo se transformou em pânico na quinta-feira, quando em apenas 15 minutos a bolsa americana despencou 10%, uma perda de mais de 1 trilhão de dólares em capitalização que pode ter sido provocada por um erro de um operador. O café em Nova Iorque estava com todo o jeito de que romperia os US$ 140,00 centavos / lb, mas foi arrastado pela onda de pessimismo que tomou conta dos mercados, e encerrou a semana perdendo US$ 1,85 por saca.

03/05/2010

Ninguém quer entregar café na Bolsa

Os mercados acionários e índices de commodities caíram durante a semana, porém o café subiu e fechou o período com ganhos de US$ 4,43 por saca em NY e US$ 5,35 em São Paulo. A falta de café de qualidade nas origens não mudou nada, já que não há cafés novos disponíveis. Como os produtores não arredam o pé dos preços que "tabelaram" há algum tempo, resta à bolsa começar a descontar toda esta estória. Se houvesse uma perspectiva de maior oferta de café a partir de agora, os detentores dos estoques certificados aproveitariam para entregar um pouco dos cafés que carregam. Porém ninguém quer largar o "osso", ainda que a qualidade que compõe este estoque não seja equivalente ao suave novo.

22/03/2010

O peso dos certificados

A Grécia volta às manchetes por causa das cabeçadas entre Alemanha, França e o banco central europeu. As bolsas porém conseguiram se desvencilhar e subir, porém, as commodities não tiveram força, e a maior parte caiu. Tecnicamente o mercado volta para o intervalo entre 130 e 135 centavos, enquanto o relógio continua trabalhando contra uma potencial alta, já que nos aproximamos do início da safra brasileira. Aproveitem a constante volatilidade barata que deve começar a encarecer no meio do mês de abril, para comprarem proteção de preço.