Rodrigo Correa da Costa

RODRIGO CORREA DA COSTA

15/08/2011

Ice e Liffe - os cafés mais baratos do momento

Em poucas palavras como comprar café físico está dificílimo (e caro), o jeito é comprar os cafés mais baratos do momento, que são os das bolsas. Inclusive os certificados da ICE e da LIFFE tem caído, e devem cair mais nos próximos três meses, quando então começa a colheita na Ásia, América Central e Colômbia. Desta forma continuo achando que os atuais preços servem como uma grande oportunidade de compra, pois tão logo se dissipe esta nova onda negativa que ronda os investidores, o arábica em Nova Iorque deve subir para próximo de US$ 260.00 centavos sem grandes dificuldades.

25/07/2011

Certificados do "C" nas mínimas de 11 anos

Dentre os cafés disponíveis nos destino, as qualidades mais baratas estão entre os cafés certificados da ICE, que voltaram a ter uma crescente utilização caindo só nesta semana 49,700 sacas. O total dos estoques do "C" está em 1,543,176 sacas, o menor nível desde 30 de março de 2000, e muito provavelmente continuaremos vendo uma queda forte nos próximos meses, podendo ao final do ano ter o número abaixo de 1 milhão de sacas, algo bastante positivo para a estrutura. Creio inclusive, que ao final do primeiro trimestre de 2012 teremos menos de 500 mil sacas compondo estes estoques, período que viveremos um grande aperto de ofertas em função da safra brasileira menor este ano.

18/07/2011

Especuladores servindo os dois lados da cadeia

O complicado cenário político mundial não tem poupado os principais líderes das grandes economias, que tentam apagar vários focos de incêndio ao mesmo tempo. Nesta semana um dos destaques foi a aparição do presidente Barack Obama enfatizando em tom de extrema urgência a necessidade do congresso americano em chegar a um acordo para aprovar o aumento do teto de endividamento do país. Este aliás é um dos motivos que levou agências de risco a alertarem uma possível revisão negativa dos títulos da dívida dos Estados Unidos - o que seria uma catástrofe para todo o mundo.

11/07/2011

Operando dentro do intervalo

Os baixistas de plantão parecem não se incomodar com o inverno frio no Brasil. Já os altistas, entre eles alguns traders bastante experientes, destacam que dias quentes com tempo aberto, seguidos por noites bem frias, nesta época do ano, trazem à suas memórias invernos que resultaram em geadas. Diga-se de passagem isto não deixa de fazer algum sentido, haja vista as fotos de algumas lavouras que foram atingidas - ainda que a proporção do estrago tenha sido pequena para o parque cafeeiro nacional (o que não diminui a dor e o prejuízo de quem teve sua fazenda afetada, óbvio).

05/07/2011

Frio e fotos assustam o mercado

Como mencionamos no comentário da semana passada, o mercado estava dando sinais de que poderia reverter parcialmente as baixas em função dos fundos estarem com uma posição vendida estimada em 12 mil contratos, e também por causa da figura técnica ter demonstrado um suporte mais confiante. Entretanto o que mais ajudou a puxada dos preços na semana foi o frio no Brasil, que andou queimando algumas poucas lavouras (segundo nossas fontes), mas que as fotos tiradas de algumas árvores que foram atingidas se multiplicaram rapidamente pela internet.

13/06/2011

A âncora chamada estoques certificados

O arábica em Nova Iorque saiu de US$ 180 centavos/libra quando da florada que indicou o tamanho que seria a safra que está começando a ser colhida no Brasil. Ou seja, não é novidade que a safra 11/12 será menor, e tão pouco que viveremos um período de aperto na entressafra. Creio inclusive que este foi um dos motivos do mercado ter subido para os US$ 270 / US$ 300 centavos. Ao mesmo tempo me parece que a queda recente tem sim uma influência do cenário macroeconômico, mas também impactou algumas revisões levemente mais positivas para os números de produção global.