Celso Luis Rodrigues Vegro

CELSO LUIS RODRIGUES VEGRO

Eng. Agr., MS Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade. Pesquisador Científico VI do IEA-APTA/SAA-SP

21/12/2009

Análise dos custos de produção de café arábica no Estado do Paraná

O levantamento dos custos de produção de café no estado do Paraná, tradicional produtor brasileiro de café arábica, foi realizado nas duas principais regiões produtoras desse Estado: as regiões dos municípios de Jacarezinho (conhecida como Norte Velho) e Cornélio Procópio (ou Norte Novo). Os resultados para a safra 2006 indicaram (quadro 1) que o custo médio de produção do café arábica no sistema convencional de cultivo, R$287,10/sc, é mais elevado que o custo médio do sistema adensado, R$159,8/sc. Esse comportamento foi observado tanto no Norte Novo como no Norte Velho.

15/12/2009

Análise dos custos de produção de café arábica e robusta no Estado da Bahia

A análise dos custos de produção da cafeicultura do Estado da Bahia indicou que, nesse Estado, os custos médios de produção de café arábica por saca são de R$202,64 no Oeste e R$225,31 no Planalto. Intra-regionalmente observou-se heterogeneidade quanto às informações dos diferentes informantes, principalmente em decorrência dos diferentes sistemas de produção utilizados nessas regiões, especialmente quanto aos níveis de utilização de insumos e de mecanização.

08/12/2009

Custos de produção de café robusta no Estado de Rondônia

A cafeicultura do Estado de Rondônia está concentrada na produção da espécie <i>Coffea canephora</i> (robusta), estimada em 98% do volume total de café produzido no Estado. A possibilidade de crescimento da área cultivada está intimamente relacionada à permissão para novos desmatamentos, à implantação de novos projetos de colonização, ao comportamento dos preços internacionais de café e aos impactos de problemas relacionados às invasões de terra, dentre outros fatores. Em períodos de preços desfavoráveis ao produto, observa-se uma tendência de substituição dos cafezais por pastagens.

03/12/2009

Análise dos custos de produção de café arábica e robusta no Estado do Espírito Santo

No Estado do Espírito Santo, a avaliação dos custos de produção, como instrumento de gestão para acompanhamento da economia cafeeira, foi realizada mediante aplicação de questionário <i>in loco</i>, a representantes de informantes-chave da cadeia produtiva do café neste Estado, em suas principais regiões cafeeiras: Alto Caparaó (região de Venda Nova do Imigrante, Domingo Martins e Iúna - arábica); Caparaó (região de Alegre - robusta); Noroeste (região de São Gabriel da Palha - robusta) e Norte Litorâneo (região de Linhares - robusta).

25/11/2009

Análise dos custos de produção de café arábica e robusta no Estado de São Paulo

Os resultados de estudo sobre os custos de produção da cafeicultura brasileira, para a safra 2006, indicaram, para o Estado de São Paulo, que a região da Mogiana apresenta o menor custo médio total de produção de café arábica, R$190,79/sc do Estado. As demais regiões deste Estado apresentam custo médio de produção até 23% superiores ao observado na Mogiana. Os valores obtidos para as regiões da Alta Paulista, Garça-Marília e Sudoeste, são muito próximos - R$234,84/sc, R$230,15/sc e R$224,04/sc, respectivamente.

16/11/2009

Análise dos custos de produção de café no Estado de Minas Gerais

A avaliação dos custos de produção, um dos principais instrumentos de gestão disponíveis para acompanhamento da economia cafeeira, no Estado de Minas Gerais, foi realizada mediante aplicação de questionário <i>in loco</i>, a representantes de cooperativas, consultores e outros componentes atuantes da cadeia produtiva (informantes-chave), nas quatro principais regiões cafeeiras do Estado: Sul de Minas, Cerrado, Vale do Jequitinhonha e Zona da Mata (atualmente conhecida por Matas de Minas).

11/11/2009

Custos operacionais totais de produção do café nos principais estados produtores brasileiros

A cultura do café, dispersa por grande parte do território nacional, apresenta tendência de longo prazo de crescimento da produção e produtividade e desenvolveu-se influenciada e influenciando um conjunto de fatores, tais como: cotações internacionais, concorrência de outros países, incentivos governamentais, condições edafoclimáticas, investimento em pesquisa, desenvolvimento científico e tecnológico, dimensões e dinamismo de inovações, bienalidade especialmente do café arábica.

06/10/2009

Um colmatar das expectativas

Ao não relacionar ações mitigadoras do impacto social da exclusão econômica, o relatório "Análise Estrutural da Cafeicultura Brasileira" torna-se um documento de limitada aplicabilidade política. Os cafeicultores situados na franja de exclusão demandam ações públicas que propiciem sua reconversão produtiva, capazes de mantê-los dignamente enquanto produtores rurais, empregando inclusive conceitos como a multifuncionalidade da agricultura, como a preservação da paisagem e produção de água, por exemplo.

04/08/2009

Arquitetos do quebragalho

Padece nesse momento a democracia brasileira e, por conseguinte, toda a sociedade. A estrutura política que alicerça o Estado Nacional bambeia carcomida que está pela desfaçatez com que os donos do poder se acarrapataram ao tesouro público. Os poucos senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores, juízes, procuradores, fiscais, etc. que guardam ainda alguma integridade na consciência assemelham-se a "santos de bordel" em meio à escandalosa orgia em que o espaço público há muito tempo foi transformado.

08/07/2009

Anamnese do ciclo econômico

Diversos fatores explicativos compõem o rol de causas do ciclo econômico. A tendência progressiva para concentração e centralização do capital (constituição de oligopólios e conglomerados), restringe a possibilidade de formação dos preços sob livre concorrência, desajustando todo o tecido econômico. A experimentação de novas combinações para a satisfação do ímpeto de acumulação também contribui decisivamente para a irrupção das crises.

12/06/2009

O apanágio da inelasticidade

Esgrimir os dogmas pertence ao ofício do autêntico cientista. Discutir, portanto, a legitimidade da condição inelástica da demanda do café é um assunto por excelência, especialmente, por se tratar de uma caríssima premissa para os pseudoconhecedores desse mercado. A contração observada no mercado de trabalho em escala sem precedente traduzir-se-á em um encolhimento monumental da renda. Sim, há o reconhecimento generalizado de que o consumo de café sofrerá impactos da crise econômica.

12/05/2009

Uma lavoura infame e augusta

Em meio ao mais violento colapso financeiro global que, a cada dia dilapida mais um bocadinho o tesouro público brasileiro, as lideranças dos cafeicultores não se dão por satisfeitos com a substancial majoração dos preços mínimos. A cafeicultura carece ser abatida por uma tsunami de destruição criadora, visando desmantelar as colunas do atraso, concedendo luz para o refulgir das formidáveis inovações e das práticas gerenciais modernas que a criatividade humana é capaz de imaginar e pôr a funcionar.

07/11/2008

Café: a miséria do consenso conservador

É preciso implementar decisões que desmontem as condenáveis características do emprego dos recursos do FUNCAFÉ e recheá-las de iniciativas que apostem naquilo em que a cafeicultura do futuro irá necessariamente se converter: sistemas produtivos sócio-ambientalmente responsáveis e energeticamente mais eficientes. Combinadas ambas as características, os ganhos de gestão e as vantagens comerciais fazem o serviço complementar de conferir a rentabilidade desejada ao empreendimento.

05/08/2008

Café: encontrado nosso "pé grande"!

Seria muito interessante criar um cadastro que permitisse o escalonamento das taxas praticadas em consonância com o histórico de adimplência do cafeicultor. Dados sobre a inadimplência dos financiamentos obtidos junto ao FUNCAFE sugerem que os pequenos cafeicultores saldaram seus compromissos. Todavia, o percentual de inadimplência entre aqueles que tomaram grandes financiamentos (de R$100 mil a R$500 mil ou acima de R$500 mil), supera os 30% do total de ambas as carteiras.