Antônio F. Souza

ANTÔNIO F. SOUZA

11/02/2008

Curva de progresso da mancha de olho pardo do cafeeiro

No Brasil, em função da expansão da cafeicultura para áreas de solos de baixa fertilidade natural, com déficit hídrico e o plantio de cultivares de alta capacidade produtiva, o ataque da doença tem sido mais severo, principalmente nas três primeiras safras de cultivo. Nas áreas tradicionais de cultivo, até pouco tempo atrás era uma doença considerada de importância secundária. Índices cada vez mais elevados da doença vêm sendo registrados nas lavouras com o passar dos anos e o prejuízo causado acaba passando despercebido.

14/01/2008

Falhas no controle da ferrugem do cafeeiro se deve ao aparecimento de novas raças do patógeno ou aplicações inadequadas de fungicidas?

O que acontece no caso de fungicidas, é que a aplicação consecutiva de um mesmo ingrediente ativo em uma lavoura por um longo período de tempo, pode induzir mudanças genéticas no patógeno, fazendo com que aqueles indivíduos mais "tolerantes" ao fungicida sobrevivam e passem a multiplicar na área. Assim, novas aplicações do mesmo ingrediente ativo passam a não fazer mais efeito naquela área. Dizemos então que se trata de um caso de resistência do patógeno ao um determinado grupo de fungicidas. Os fungicidas cúpricos devido ao seu amplo mecanismo de ação desempenham importante papel evitando o aparecimento de isolados resistentes.

06/12/2007

Controle preventivo das doenças do cafeeiro

Os fungicidas protetores à base de cobre como calda bordalesa, oxicloreto de cobre, hidróxido de cobre e o óxido cuproso, foram os primeiros a serem testados demonstrando grande eficiência no controle das principais doenças do cafeeiro, inclusive com reflexos positivos na produtividade da cultura. Os fungicidas cúpricos têm a grande vantagem de apresentarem amplo espectro de ação, atuando preventivamente no controle da ferrugem, da mancha de olho pardo, da mancha de phoma, da mancha de ascochyta e da manha aureolada. Pode ser adaptado a vários programas de controle da ferrugem.

06/11/2007

Manejo de doenças do cafeeiro em sistemas alternativos de produção

Os impactos negativos da tecnologia moderna, baseada no uso intensivo do solo, de fertilizantes e defensivos químicos, desencadearam a busca por técnicas de produção mais sustentáveis no manejo das culturas. Entretanto, um dos grandes desafios destes sistemas de produção é o manejo adequado das doenças que incide no cafeeiro, principalmente com relação a ferrugem, mancha de olho pardo, mancha de ascochyta, mancha de phoma. Estas doenças dependendo da severidade podem inviabilizar a continuidade da atividade, se medidas integradas de manejo não forem adotadas.

05/10/2007

Nematóides parasitas do cafeeiro

Nematóides são organismos do solo (pequenos vermes microscópicos) que atacam o sistema radicular do cafeeiro, tornando as plantas fracas e improdutivas, dificultando a absorção de água e sais minerais, causando morte das raízes, queda das folhas, diminuição da produção e até a morte das plantas. A adoção e o êxito de qualquer estratégia de manejo dependem da identificação correta da(s) espécie(s) e/ou raça(s) de nematóides presentes no cafezal. Dependerá também de análise crítica de sua aplicabilidade, em função do nível tecnológico e econômico do cafeicultor, do manejo da lavoura, da possibilidade de mudança de atividade agrícola em parte da propriedade, ou até mesmo perda periódica de receita. Após a infestação de um talhão é impossível eliminar todos nematóides da área cafeeira.

04/09/2007

Associação entre lâminas de irrigação e controle químico da ferrugem, mancha de olho pardo e na produtividade do cafeeiro irrigado por gotejamento

A irrigação do cafeeiro é uma prática que tem possibilitado a obtenção de produto final de melhor qualidade, significativos aumentos de produção e produtividades mais estáveis, principalmente na fase de formação das lavouras. Esta prática favoreceu a expansão da cafeicultura brasileira e permitiu o cultivo do café em áreas limitadas pelas condições pluviométricas.