Carlos Eduardo de Andrade

CARLOS EDUARDO DE ANDRADE

Engenheiro Agrônomo, Mestrado em Economia Aplicada, Extensionista da Universidade Federal de Viçosa e produtor de café.

01/04/2008

Safra de café do brasil em 2008: 40, 44, 50 ou 53 milhões de sacas? Quem viver, verá...

As discrepâncias dos números sobre a safra brasileira são enormes. Percebe-se claramente que o objetivo dessas divulgações é criar um clima de desconfiança em relação as estimativas divulgadas pelos órgãos oficiais, no caso, o IBGE e a CONAB. Em razão dos problemas de liquidez nos Estados Unidos e também com uma enxurrada de divulgação de que a safra de café no Brasil será acima de 50 milhões de sacas houve uma queda mais do que proporcional nos preços da saca de café na Bolsa de Nova Yorque. Ao permanecer tal situação de preço no mercado de café por mais algum tempo haverá uma assimetria entre os preços de café nas bolsas de mercadoria e futuros e o mercado físico. Desde a queda de preço do café em 2002, quando uma saca de café chegou a valer em torno de U$ 50,00 os produtores estão amargando prejuízos e grande número de produtores estão endividados e descapitalizados.

10/12/2007

A falsa florada das lavouras de café

Como as plantas estavam muito desfolhadas e muito estressadas, na tentativa de perpetuar a espécie, elas floriram ao máximo. Mas a florada não se traduz em frutos, pois a planta não tem folha em condições aptas para fazer fotossíntese. É consenso que colheríamos de 50 a 55 milhões de sacas de café na futura safra, caso não houvesse o problema climático que houve no Brasil. Se juntarmos os dois números e admitirmos uma média de 25% de quebra e uma produção média esperada de 52,5 milhões de sacas, tem-se uma produção para o próximo ano em torno de 39,37 milhões de sacas de café e uma produtividade média, considerando-se toda a área com café no Brasil, de 17,11 sacas por ha. É um número razoável se considerado o tamanho do estrago feito às lavouras.

16/10/2007

Mercado de café - Perspectivas...

Literaturas consideram como região marginal para o cultivo de café aquelas que apresentam déficit hídrico na faixa de 150 e 200mm e região inapta para o cultivo regiões que tenham déficit hídrico acima de 200mm. É lógico que dependendo do tipo de solo o dano provocado na cultura do café pelo déficit hídrico pode ser maior ou menor já a partir de 150mm. Se já estamos com um déficit hídrico acima dos 200mm, na região do sul de Minas há de se prever que a queda da futura safra já está sacramentada, independentemente de vir ou não a chover nos próximos dias.

13/09/2007

Verdades e mentiras a respeito da produtividade das lavouras de café

Trabalhando com a cultura do café a muitos anos como extensionista e estudando o comportamento do mercado, a oferta de café pelo Brasil para exportação e a produção de café do Brasil numa série de vários anos, percebo que há muitas inverdades no que diz respeito principalmente à produtividade alcançada nas lavouras de café. Em cafeicultura, análise dos resultados devem ser por um tempo superior a 6 anos. A produtividade deve ser uma média da produção ao longo do tempo.

30/08/2007

Algumas considerações sobre as políticas direcionado à cafeicultura nacional

A respeito da forma como o Brasil se comportou no mercado de café, parece-me que as políticas para o setor foram equivocadas tanto no passado como têm sido no presente. É de conhecimento geral e irrestrito que as políticas de comércio exterior adotadas no passado sempre foram prejudiciais à cafeicultura do país. Em minha tese de mestrado em Economia Rural, estudei os excedentes econômicos gerados pelos acordos internacionais do café no período de vigência dos mesmos e os resultados mostram uma grande perda para o Brasil e um grande ganho para os países importadores.