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Além disso, ao se fazer a recepa é preciso, em seguida, tomar cuidados especiais na condução da área podada, pois as brotações iniciais das plantas recepadas se comportam como se fossem plantas novas. Assim, os tratos dos cafeeiros recepados são como um recomeço da lavoura. Deve-se manter um bom controle do mato, aumentado pela abertura da área, pois senão ele abafa as brotações.
Como mais da metade das raízes finas morrem, após à recepa as plantas passam a sentir mais a concorrência em nutrientes. O mato alto, ao encobrir as brotações novas, leva ao estiolamento das mesmas. No controle com herbicidas o cuidado é de usar produtos seletivos ou aplicação bem protegida, pois a deriva leva a danos severos de fito-toxidez em brotações novas.
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Outro cuidado é a desbrota, deixando um número adequado de hastes sendo que é uma operação trabalhosa que deve ser feita ao menos 2 vezes no 1º ano e pelo menos uma no 2º ano. Normal seria deixar os brotos que saem da parte mais baixa do tronco, porém, como os que nascem na parte alta, quase junto ao corte do tronco, crescem primeiro, estes são os que acabam sendo selecionados e que acabam levando à formação de uma saia mais alta.
A nutrição e a proteção contra pragas/doenças e vento devem também constituir tratos especiais. A nutrição deverá ser procedida conforme se verificar o estado de desenvolvimento das brotações. No caso de plantas que vieram de safra alta ou recebiam mal-tratos, portanto, estressadas e fracas, as adubações devem ser retomadas tão logo retornem as brotações, pois, apesar de haver material orgânico sobre o solo, resíduos da recepa no primeiro momento, a decomposição desse material pelos micro-organismos utiliza nutrientes do próprio solo.
No caso de pragas e doenças sobressaem aquelas ligadas a uma maior exposição das plantas, sendo comum um ataque mais grave de bicho-mineiro, de Phoma/Ascochyta e Pseudomonas e, ainda, de cercosporiose, essa por eventual fraqueza das plantas, tudo isso levando a desfolhas e seca de ramos, num período em que as plantas precisam dessa folhagem exatamente para produzir reservas pra reforço do seu sistema radicular, prejudicado pela poda.
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Finalmente, um cuidado que pouca gente adota é o de proceder replantas. Como dito anteriormente, por fraqueza de plantas e morte de raízes, um percentual delas acaba morrendo, observando-se, ultimamente, inclusive, por já estarem prejudicadas, parcialmente, por fusariose. Especialmente em lavouras com baixo stand de plantas por área o replantio é necessário e deve ser feito, de preferência, com mudas maiores (mudões), para combinarem melhor com as brotações das plantas recepadas. Em áreas com nematoides usar materiais tolerantes.
Esta nota técnica tem o objetivo de alertar aos técnicos que assistem e aos produtores, pois temos visto no campo problemas e insucessos em lavouras recepadas, que demoram na sua recuperação e acabam ficando muito falhadas. Significa dizer que - não basta recepar, tem de cuidar.
