Ultimamente tem havido grande tendência dos produtores em adquirir suas mudas em viveiristas, provavelmente pela maior facilidade encontrada, ou, ainda, por desconhecimento sobre o modo de formar as mudas próprias.
Foto: Gui Gomes/ Café Editora
As vantagens principais na produção de mudas nas fazendas, onde serão plantadas, são:
1- Custo mais baixo, normalmente metade do preço das mudas pagas em viveiristas;
2- Conhecimento real da variedade e da qualidade das mudas;
3- Economia no transporte e redução dos danos às mudas nesse transporte a maiores distâncias;
4- Menor risco de disseminar pragas e doenças;
5- Melhor disponibilidade das mudas, em qualquer tempo, conforme a programação do plantio, inclusive com reserva para replantio;
6- Possibilidade de aplicar os tratos adequados, especialmente os insumos para maior desenvolvimento radicular;
7- Melhor aclimatação das mudas.
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Diante dessas vantagens, especialmente quando se tratar de plantios em maiores áreas, justifica-se, plenamente, a produção de mudas pelos cafeicultores. Ainda mais hoje em dia, pois se utiliza um maior stand de plantas por hectares, sempre mais de 5000 mudas/ha.
Ao preço usual de R$500 por milheiro, já se parte de um gasto de mais de R$2500 por ha, fora o frete. Ressalta-se que os viveiros nas fazendas podem ser rústicos, empregando materiais da própria propriedade (madeira roliça, bambus, colmos de napier, esterco e etc) com custo baixo. Além das mudas de sacola podem ser produzidas mudas com maior facilidade, através de bandejas, sacolas de TNT ou em tubetes, com facilidades adicionais também no plantio.
Nunca é demais lembrar que uma boa muda, sadia, de variedade e qualidade adequadas, é o melhor começo para uma lavoura de café produtiva e rentável, e que vai ser explorada por longo período.
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