Café: Produtores erradicam cafezais para plantar outras culturas

Após as geadas, os cafeicultores realizaram a poda dos pés de café. Sem a florada 2013, não tem a colheita em 2014, ano em que os pés de café ainda estarão pequenos. A próxima grande florada seria em 2015, para colheita em 2016. Uma espera de quase três anos até a próxima colheita.

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As geadas que atingiram o Paraná, nos meses de julho e agosto, queimaram cerca de 80% dos cafezais. Os efeitos serão sentidos na safra paranaense de 2014, que deve ter uma queda superior a 60%.

Após as geadas, os cafeicultores realizaram a poda dos pés de café. Sem a florada 2013, não tem a colheita em 2014, ano em que os pés de café ainda estarão pequenos. A próxima grande florada seria em 2015, para colheita em 2016. Uma espera de quase três anos até a próxima colheita.

Muitos produtores do norte do estado estão erradicando os cafezais para dar lugar a outras culturas. Segundo Romeu Gair, engenheiro agrônomo da EMATER Londrina, na região de Londrina, 100% das lavouras foram atingidas pela geada. Apenas 10% sofreram poucos danos, com previsão de colheita para a próxima safra, pois apresentaram uma boa florada.

No geral, a safra paranaense 2013 não foi prejudicada. As consequências serão sentidas a partir da safra do ano que vem. De acordo com Gair, a característica da cultura do café é a bienalidade. Quando aconteceu a geada, os ramos produtivos da próxima safra já estavam preparados. “Quando o café é muito afetado pela geada, existe a necessidade de fazer recepa. O café levará três anos para ter uma nova produção”, diz.

Erradicação dos pés de café – A geada, baixos preços e a falta de mão de obra desmotivam os cafeicultores a continuar na atividade. “Os bons preços da soja estimulam a erradicação da lavoura de café. Os cafeicultores mais idosos, sem sucessão familiar, têm deixado a atividade cafeeira, já que os filhos foram trabalhar no meio urbano”, explica Gair.

Para o engenheiro agrônomo, o Paraná tem que trabalhar na produção de café de qualidade e buscar nichos de mercado que valorizem as características do café paranaense. “O Paraná precisa se organizar para produzir qualidade, e não quantidade, e assim conquistar o mercado de cafés especiais”, finaliza.

As informações são da CBN Foz, adaptadas pelo CafePoint
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Djalma Leite Oliveira
DJALMA LEITE OLIVEIRA

FARTURA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 21/10/2013

No preço que estamos recebendo pelo café, só vai ter lucro na produção de café, quem esta totalmente mecanizado, sendo assim, apenas os grandes produtores de café vão permanecer na atividade, minha região, tem muitas propriedades pequenas, que a renda é quase toda do cultivo do café, no cenário atual da cafeicultura, temo que minha região vai sofrer as consequências com os baixos preços do café, como sempre , nós produtores,só resta esperar ou trocar de vez o cultivo do café por outra cultura.
sergio botelho de melo
SERGIO BOTELHO DE MELO

MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 20/10/2013

A recepa me parece uma opção de abaixar o exesso de produção de café  e quem sabe ter preços ter preços mais justos
Robinson Grego
ROBINSON GREGO

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 14/10/2013

Cafés especiais ??? A que preço???