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Baixo interesse por comercialização pressiona mais as cotações do café na semana

NATÁLIA SAMPAIO SENE FERNANDES

EM 26/10/2012

3 MIN DE LEITURA

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 O mercado de café segue em movimento lateral, sem força para dar sequência acima dos níveis de 165,00, na bolsa de NY.

O café tem sido influenciado negativamente pelo cenário macroeconômico. Diante notícias vindas da zona do euro, fundos de investimentos e especuladores saem do mercado de commodities, em busca por ativos de menor risco. Na semana, a maioria das commodities acumulou perdas, conforme gráfico abaixo.

Na semana, notícias mostraram as dificuldades que os países da zona do euro vêm enfrentando para tentar se recuperarem da crise. Dentre elas, a Grécia afirma precisar de outros 30 bilhões de euros em ajuda de seus credores internacionais até 2016 para compensar uma recessão mais grave. Enquanto isso, o Banco Central da Espanha afirmou que a Espanha aprofundou recessão no 3º trimestre e a crise já dá sinais claros de estar se aprofundando, atingindo inclusive a Alemanha, que dá indicativos de estar caminhando para estagnação, o que afeta toda Europa.

Ao passo que o cenário macroeconômico empurra as cotações para baixo, o aperto dos estoques de café, somado à expectativa de que a safra brasileira 2012 não atinja 50,48 milhões de sacas (Conab), funcionaram como suporte e impediram maiores quedas.

As lavouras brasileiras andavam muito bem até junho, até que parte das regiões produtoras receberam um volume de chuvas acima da média, prejudicando tanto volume colhido como a qualidade dos grãos.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), a produção de café na safra 2012, no Paraná, atingiu 1,592 milhão de sacas, queda de 14% contra a 1,845 milhão de sacas colhidas em 2011. A área de café colhida em 2012 teve recuo de 10% contra 2010.

Samuel Henrique Fornari, trader de café e leitor do CaféPoint, ao andar pela região de São José do Rio Pardo/SP, observou um alto índice de botões florais que estão queimando antes de abrir a flor, além do amarelamento dos chumbinhos. Tais observações foram confirmadas por produtores de outros estados e podem comprometer a próxima safra. (Figura abaixo)
Fonte: CaféPoint

Em esclarecimento, o Engenheiro Agrônomo do Procafé Alysson Fagundes informou que as ocorrências estão relacionadas à falta de água e temperaturas elevadas, posteriormente ao ataque de fungos.

”Como será o pegamento da florada... Isso irá depender muito de região para região. Queimas pequenas deverão ser recompensadas em dezembro e janeiro, momento no qual a planta expulsa alguns chumbinhos excessivos. Por isso ainda não é possível definir com certeza os níveis de perdas”, finalizou Alysson Fagundes.

Entre fatores altistas e baixistas, o mercado de café seguiu a semana em movimento lateral, registrando significativa queda no final do pregão de sexta-feira (26), rompendo o suporte de US$ 160,00/lb na bolsa de NY, fechando a US$ 157,70, próximo a mínima da semana (157,60).




A perda acumulada na semana foi de 480 pontos, com mercado oscilando de US$ 157,60 a US$ 165,70.

Na bolsa de Londres o movimento não foi diferente. A informação que as exportações de café do Vietnã cresceram 50% em termos de volume e receita no mês de outubro quando comparado ao mês anterior, pressionou as cotações.

A BM&FBovespa acompanhou as bolsas internacionais e perdeu 560 pontos na semana, fechando a sexta-feira a US$ 203,40/saca (dez/12), com máxima de 214,50 e mínima de 202,60 na semana, e poucos negócios.



O baixo volume de negócios nos mercados futuros e físico é resultado do esfriamento da demanda (torradores) causado pela expectativa inicial de que a safra brasileira ultrapassasse 50 milhões de sacas, somado ao baixo interesse de venda por parte dos produtores, que esperam preços mais altos para comercialização.

Dessa forma, observa-se que o volume de contratos de café em aberto na BM&FBovespa vem diminuindo. Em 25 de outubro o volume total de contratos em aberto era de 8.532, com redução de 844 desde o primeiro dia do mês.

Segundo informou o Deral, o índice de comercialização da safra 2012 de café chegava a 62% da produção total obtida até 22 de outubro, ante os 59% apontados uma semana antes.

Acredita-se que o volume colhido na safra 2012 seja suficiente para suprir a demanda interna e as exportações, e não para recuperar os estoques.

Contudo, o café segue influenciado principalmente pelas questões macroeconômicas, o que sugere cautela por parte dos agentes de mercado.

Especificamente ao produtor, vale ficar atento ao seu custo de produção. E baseado nisso, avaliar o bom momento para comercialização de seu café.

Natália Fernandes
Assessora Técnica
Comissão Nacional do Café – CNA



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