Abic e Plataforma Global do Café assinam carta de cooperação para promover a sustentabilidade
Por Pedro Ronca, gerente do Programa Brasil da GCP (Plataforma Global do Café).
Por Pedro Ronca, gerente do Programa Brasil da GCP (Plataforma Global do Café).
A desbrota anual das lavouras de café é uma atividade essencial para a sua longevidade e produtividade. Muitas vezes negligenciada pelos produtores por priorizarem outras atividades a falta de desbrota pode condenar lavouras por causar baixas produtividades. Os danos vêm com o passar do tempo causando o chamado "envassouramento" da lavoura em que os brotos crescem, engrossam e tornam-se hastes. A retirada pode ser fácil quando a brotação é nova, pois pode ser retirada manualmente, mas quando estas se desenvolvem, ganham espessura, tamanho e a sua retirada torna-se mais trabalhosa dependendo da utilização de serrotes manuais de poda.
Em vista da ótima repercussão do texto do mês passado sobre o Manejo do Mato e da grande quantidade de dúvidas que o texto levantou procurare,i no artigo atual, retomar o assunto tentando solucionar as dúvidas dos leitores/produtores e me aprofundar no tema.
O Manejo do Mato - técnica inovadora que transformou as ervas daninhas em aliadas do cafezal, ganha espaço e se torna sinônimo de conservação do solo, incremento de fertilidade e alta produtividade.
Diversos fatores influem na escolha do tipo de poda a se realizar: histórico produtivo, fechamento de ruas, excesso de altura das plantas, perda dos ramos produtivos inferiores ("saia"), má conformação da área produtiva das plantas ("cinturadas", deformadas), danos por geadas, etc.
Em geral, nos projetos de recuperação de propriedades cafeeiras em situação de abandono, a situação inicial é muito complicada. Encontra-se todo tipo de problema, tanto na área de produção, como no pós-colheita e na área administrativa.