ENTRAR COM FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

IAC desenvolve cultivares de café com ganhos de produtividade de até 70%

PRODUÇÃO

EM 10/10/2017

0
0
Da redação

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desenvolveu três novas cultivares de café que, além de terem produtividade superior (de 35% a 70%) às cultivares Catuaí Vermelho e Amarelo, que representam cerca de 90% das lavouras brasileiras, também são resistentes à ferrugem, principal doença do cafeeiro.

Foto: Gui Gomes/ Café Editora
                                   Foto: Gui Gomes/ Café Editora 

Os materiais IAC Catuaí SH3, IAC Obatã 4739 e IAC 125 RN estão entrando no mercado, a partir de 2018, no lugar de outras cultivares lançadas pelo Instituto, como o IAC Mundo Novo e IAC Catuaí, que apesar de ocuparem quase a totalidade dos cafezais nacionais, são suscetíveis à ferrugem, praga que causa danos de até 50% na produção.  
De acordo com o pesquisador do órgão, Júlio César Mistro,  a apresentação desses novos materiais, que têm porte baixo, foi feita em dias de campo e em visitas de produtores nas fazendas onde estão plantadas as cultivares. Os experimentos com as espécies foram realizados nos estados de São Paulo e Minas Gerais, atingindo níveis de produção consideráveis: "Elas estão sendo muito bem aceitas, porém o manejo agronômico, incluindo adubação e espaçamento, deve ser diferenciado em relação às cultivares mais tradicionais", afirma o pesquisador.

Para ser possível uma comparação, a cultivar IAC Catuaí SH3, que possui menor exigência hídrica, podendo ser cultivada em regiões mais quentes, produziu 39 sacas por hectare em Mococa, interior paulista, enquanto que o Catuaí Amarelo IAC 62 produziu 29 sacas por hectare. Em Franca, também no interior paulista, a produtividade atingiu 57 sacas por hectare, contra 40 sacas do Catuaí Vermelho IAC 99: “nessas mesmas condições, o Catuaí SH3 não apresentou nenhum sintoma do ataque de ferrugem e os Catuais foram severamente atacados”, disse Mistro. 
Já a cultivar IAC 125 RN produziu 66 sacas por hectare em Patrocínio, Minas Gerais, e 60 sacas por hectare em Patos de Minas, onde o Catuaí Vermelho IAC 144 produziu 40 sacas por hectare. Segundo o pesquisador, nos dois locais foi usada a irrigação: "em Mococa, a produtividade do IAC 125 RN teve um ganho de 60% na produtividade, com 59 sacas por hectare, enquanto o Catuaí Vermelho ficou em 36 sacas”, disse. 

A cultivar IAC Obatã 4739 superou o Catuaí Amarelo 62 em 40%: foram 83 sacas por hectare contra 59 na cidade paulista de Gália. Em Ribeirão Corrente, município brasileiro do estado de São Paulo, a produtividade foi 12% superior ao Catuaí Amarelo 62, já que foram 45 sacas por hectare versus 40 sacas. Em Franca a variação foi de 50 sacas por hectare, para 36 sacas. Na cidade mineira de Patrocínio, em condição irrigada, foi registrado o maior ganho na produtividade, batendo os 70% na variação de 55 sacas por hectare, para 32.
Devido à resistência à ferrugem e excelente vigor, essas três cultivares podem ser adotadas por produtores de orgânicos em Franca, uma vez que esse nicho de mercado proporciona o aumento na renda dos agricultores. “O valor da saca do café em plantio convencional é de R$ 440,00, enquanto que no sistema orgânico chega até R$ 1.500,00 a saca”, disse o pesquisador. Quanto à maturação, ela é tardia para o Obatã, média a tardia para o IAC Catuaí SH3 e precoce para o IAC 125 RN. “A maturação mais longa tende a beneficiar a qualidade da bebida”, explica Mistro. 

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.