carregando...
Fechar
Receba nossa newsletter

É só se cadastrar! Você recebe em primeira mão os links para todo o conteúdo publicado, além de outras novidades, diretamente em seu e-mail. E é de graça.

Você está em: Notícias > Mercado

Poucos produtores estão dispostos a vender nas bases oferecidas

postado em 17/11/2017

20 comentários
Aumentar tamanho do texto Diminuir tamanho do texto Imprimir conteúdo da página

 

Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 84 - n° 46
Se quiser consultar boletins anteriores, clique aqui e confira o histórico no site*
Santos, sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A ICE Futures US trabalhou até ontem, quinta-feira (16), com pequenas baixas nesta semana em que os operadores em Nova Iorque centraram suas atenções na rolagem para março dos contratos com vencimento em dezembro próximo. Hoje a queda foi mais acentuada e na semana, os contratos com vencimento em março próximo acumularam perdas de 365 pontos.

Foto: Café Editora
                                                Foto: Café Editora

Com um feriado nacional na quarta-feira (15) quebrando o ritmo dos negócios, Nova Iorque trabalhando em baixa e nossa moeda oscilando bastante frente ao dólar, tivemos uma semana mais calma no mercado físico brasileiro, com poucos produtores dispostos a vender nas bases oferecidas pelos compradores.

Em seu relatório de outubro de 2017 a Organização Internacional do Café (OIC) informou que as exportações mundiais de café no ano-safra 2016/2017 (outubro de 2016 a setembro de 2017) atingiram o recorde de 122,45 milhões de sacas, 4,8% mais que as 116,89 milhões de sacas no ano cafeeiro de 2015/2016. Dos 10 maiores exportadores, apenas o Brasil e o Vietnã registraram queda em relação aos embarques no ano cafeeiro de 2015/2016. As exportações de café verde de Honduras cresceram 41,8% alcançando um volume recorde de 7,29 milhões de sacas no ano cafeeiro de 2016/2017. As exportações de café da Indonésia subiram de 6,12 milhões de sacas no ano cafeeiro de 2015/16 para 11,1 milhões de sacas em 2016/17.

Apesar desse recorde anual, em setembro de 2017 o volume total das exportações, alcançou 8,34 milhões de sacas, recuando ante as 9,8 milhões registradas em setembro de 2016. O mesmo relatório informa que a produção mundial de café no ano-safra de 2016/2017 foi revisada para mais passando a 157,44 milhões de sacas. Um aumento de 3,4% em relação a 2015/2016, devido principalmente ao aumento da produção de Honduras.

O relatório da OIC diz ainda que enquanto as exportações do Brasil diminuíram 8,8% para 31,58 milhões de sacas no ano cafeeiro de 2016/2017, a produção do país aumentou 9,2% passando a 55 milhões de sacas no ano-safra de 2016/2017. O relatório não informa como chegou ao número de 55 milhões para a produção brasileira de café no ano-safra 2016/2017. É preciso que a OIC informe como estimou a safra brasileira de café (veja o relatório completo no site da OIC – www.ico.org).
A "Green Coffee Association" divulgou que os estoques americanos de café verde totalizaram 7.035.013 em 31 de outubro de 2017. Uma baixa de 154.706 sacas em relação às 7.189.719 sacas existentes em 30 de setembro de 2017.

Até dia 16, os embarques de novembro estavam em 736.283 sacas de café arábica, 2.372 sacas de café conilon, mais 61.363 sacas de café solúvel, totalizando 800.018 sacas embarcadas, contra 1.051.433 sacas no mesmo dia de outubro. Até o mesmo dia 16, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em novembro totalizavam 1.552.409 sacas, contra 1.519.002 sacas no mesmo dia do mês anterior.

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 10, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 17, caiu nos contratos para entrega em março próximo 365 pontos ou US$ 4,83 (R$ 15,75) por saca. Em reais, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 10 a R$ 567,95 por saca, e hoje, dia 17, a R$ 548,74 por saca. Hoje, sexta-feira, nos contratos para entrega em março a bolsa de Nova Iorque fechou com baixa de 290 pontos.

*
O Escritório Carvalhaes é parceiro do site CaféPoint. Para compartilhar este conteúdo, utilize as redes sociais abaixo, creditando a fonte.

 

Direitos reservados

Este artigo é de uso exclusivo do CaféPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

Avalie esse conteúdo: (5 estrelas)

Comentários

Antonio Fernando Baccetti

Guaxupé - Minas Gerais - CONSULTOR EM ARMAZENAGEM
postado em 30/09/2016

Prezado Nelson;
Uma consideração sobre armazéns cheios ao final da safra!
Ao longo dos últimos 5 anos o armazenamento de café deixou de ser exclusivamente em sacas de 60 quilos e passou a ser em big bags, em sua maioria, e ou a granel.
Este ano podemos dizer que a maioria dos armazéns utilizou big bags, cuja consequência imediata foi a redução de capacidade em aproximadamente 60%.
Esta redução foi em razão da falta de planejamento de todos os operadores, que substituíram pilhas de café que chegavam a ter 8 metros de altura, por pilhas de big bags que possuem no máximo 3,8 metros de altura.
Fica assim explicado a falta de espaço e os armazéns cheios!!
Grande abraço

Baccetti

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 13/12/2016

Parabéns ao Escritório Carvalhaes, que está brigando junto com alguns outros grupos contra esse famigerado Drawback, parabéns também ao deputado Evair Melo, que junto com outros deputados e senadores lutam incansavelmente contra a indústria, que sem pensarem em um futuro próximo estão querendo matar a galinha de ovos deles

Tarcísio Americano Barcelos

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 25/04/2017

Para o mero especulador é altamente interessante a volatilidade dos preços

Elder G. Baldon

Nova Venécia - Espírito Santo - Produção de café
postado em 25/04/2017

Sabe o que não entendo, esses caras, produzem café, Torrance café, só focam jogando de lá para cá papel.nós somos bobão mesmo, não conseguimos cortar essa dependência Via de escrava.

Paulo Peccini

OUTRA - Espírito Santo - Produção de café
postado em 31/05/2017

Imagino que o senhor Ministro Blairo Maggi não deve entender de produção de café, muito menos quanto aos riscos que essa importação pode trazer. Está dando declarações visando somente a indústria e esquecendo os produtores. Precisamos que as forças políticas favoráveis fiquem atentas pois o cargo de ministro é passageiro e a cafeicultura não.

willian trevizan

Araguari - Minas Gerais - Produção de café
postado em 01/06/2017

Já não chega o bicho mineiro que não dá sossego, agora estes políticos que não existe combate além do tempo para esta praga...lástimável...

LUIZ ANTONIO GOBEL

OUTRA - OUTRO - Produção de café
postado em 02/06/2017

Temos  que levar em conta o momento político do pais, que é totalmente desfavorável. Segundo: não existe uma política séria para a cafeicultura. Está em andamento, mas ainda sem resultados, apesar de estarmos em começo de safra . O que não podemos deixar é que os especuladores mandem neste mercado. O agricultor deve estar mais unido  agora e só vender quando o preçofor favorável e cobrar dos nossos políticos ações mais imedatas ao nosso favor. 


Geraldo Garcia de Meireles

Goiânia - Goiás - Provador de café
postado em 31/07/2017

Na falta de graves intempéries climáticas (secas e geadas), o que sempre provocou  oscilações no mercado de café foram, sem dúvidas, os boatos sobre previsões de safras e estoques remanescentes. Antigamente, um senhor lá de fora mentia descaradamente fazendo prognósticos de safras cafeeiras sem sair do seu país e tinha uma credibilidade incrível. Bem, aquele já não apita mais nada e hoje vivemos um momento tecnologicamente bem aparelhado, logo não deve ser tão difícil uma aproximação de números reais. A lei de oferta e procura nunca será revogada, mas que haja transparência nas informações e que as lideranças atuem de fato na defesa dos interesses justos da nossa tão sofrida cafeicultura.

Jose Eduardo Bicudo

Serra Negra - São Paulo - Consultoria/extensão rural
postado em 16/08/2017

Bom dia!
Acredito que a disposição de compra das exportadoras de café não é o suficiente para fechar bons negócios, pois em minha região temos os melhores cafés arábica do Brasil.
Esperamos melhores preços (R$ 580,00) para continuarmos a produzir e sobreviver.

eduardo

OUTRA - OUTRO - OUTRA
postado em 22/08/2017

O custo da saca de café por R$ 450,00 é muito bem feito, devido a quebra da safra. Vocês querem matar a galinha dos ovos de bronze. 

Marta da Silva Ferreira

Guaxupé - Minas Gerais - Produção de café
postado em 28/08/2017

Politicamente desgovernados, completamente impotentes diante do descalabro de preços que - só não vê quem não quer - são uma afronta ao produtor.  Vamos, ano após ano, amargando a falta de uma política séria, eficaz e competente.
Chegará o dia em que nós, produtores, poderemos dizer que o preço de venda de nosso produto é "x"? Baseado na verdade do nosso custo de produção? Desafiando quem está atrás de alguma mesa (chiquérrima) a honrar e respeitar nosso trabalho? Quero viver o bastante para ver isso... Enquanto isso, engulo à força vender barato para garantir o crédito, garantir a honra, garantir a migalha que proverá a árdua batalha de garantir a lavoura do ano que vem.

alexandre castro cambraia

Oliveira - Minas Gerais - Produção de café
postado em 06/09/2017

Tenho 38 anos e acompanho meu pai na cafeicultura desde pequeno. Estando há 12 anos na atividade como produtor, posso afirmar que os problemas e discursos são os mesmos há pelo menos 30 anos. 
Existe algum Deus capaz de modificar a situação? Ou nós, brasileiros, vamos finalmente enxergar que ser um país vendedor de commodities é o mesmo que ser um país escravo e fadado à pobreza e ao fracasso?
Devemos nos capacitar e nos industrializar, tornando o Brasil o maior fornecedor de café torrado do mundo!!!!

Julio Pedreira Pasandin

Monte Alto - São Paulo - Produção de café
postado em 08/09/2017

Para que ocorra o que o Sr.Alexandre Castro Cambraia colocou (e que está bem fundamentado), necessitamos de uma política drástica de exportações que determine a saída do café como produto industrializado e não como commodity. Para isso, teríamos que ter um parque industrial a altura, bem como marketing adequado e logística também. Seria um sonho, estaríamos quebrando com alemães, italianos, americanos, que vivem desta maravilhosa bebida correndo risco zero.

M j silva

Linhares - Espírito Santo - Produção de café
postado em 11/09/2017

É complicado...
Todos nós queremos uma melhoria, uma luz para tal problema, porém, diante de tanta desgraça na política, ficamos sem saber se teremos esses dias de glória ou se seremos para sempre escravos da má gestao que segue acomodando malas e malas para o seu próprio benefício. 

JUSCELINO FERRAZ DE ARAUJO

Guaxupé - Minas Gerais - Produção de café
postado em 19/09/2017

Essa é a realidade do produtor, cooperativa e indústria, faturando alto  - e muito alto - em cima do pobre cafeicultor. Trabalhar ganhando fácil, em salas climatizadas e viagens aos melhores lugares do mundo, esses são os nossos defensores? Até quando vamos aguentar?
Produtor, vamos nos reorganizar, senão...

rodnei p covre

itarana - Espírito Santo - Produção de café
postado em 26/09/2017

Nós, produtores, precisamos ter certeza de que as indústrias vão comprar o café e não apenas viver esperando o resultado da especulação do mercado financeiro.  Desta forma, nossa indústria se tornará mais forte na torrefaçao de café solúvel, trazendo valor ao nosso produto.

Marcelo Rodney de Souza

Lajinha - Minas Gerais - Produção de café
postado em 09/10/2017

Em nossa região a quebra passa de 50% em relação a 2016/2017. Muitos produtores estão fechando a safra com 30% de produção em relação ao ano anterior.
2017/2018 foi umas das safras mais baixas dos últimos anos.

Murilo de Freitas Ferracin

Monte Santo de Minas - Minas Gerais - Consultoria/extensão
postado em 16/10/2017

Infelizmente todos estes comentários e informações são válidas somente para nós, produtores, que estamos no dia- a-dia. Porém, para os atravessadores, pouco importa. Estamos em um mercado que o que roda não são os grãos e sim os papéis. Com isso, pouco importa se vai ter mercadoria ou não para honrarem, paga-se com papel.

eli valera nabanete

Marumbi - Paraná - Produção de café
postado em 25/10/2017

Sinceramente está difícil saber o que norteia os preços do café. Quem souber, por favor, nos oriente.
Obrigada! 

Josino

Manhuaçu - Minas Gerais - Comércio de café (B2B)
postado em 06/11/2017

Acho engraçado que somos o maior produtor de café do mundo e o café é cotado na bolsa de NEW YORK, sendo que qualquer instabilidade POLÍTICA do país sofremos as consequências!!! Como uma pessoa de outro país, que não vem na lavoura, consegue fazer uma estimativa de safra do próximo ano?! Indignado como não conseguem ver que o que ainda segura o BRASIL somos nós, produtores, que fazemos parte de 6% do PIB no agronegócio. 

Quer receber os próximos comentários desse artigo em seu e-mail?

Receber os próximos comentários em meu e-mail

Envie seu comentário:

3000 caracteres restantes


Enviar comentário
Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

Copyright © 2000 - 2017 AgriPoint - Serviços de Informação para o Agronegócio. - Todos os direitos reservados

O conteúdo deste site não pode ser copiado, reproduzido ou transmitido sem o consentimento expresso da AgriPoint.

Consulte nossa Política de privacidade