Femagri traz soluções para produtividade em meio ao desafio dos custos de produção
A Femagri 2013, feira organizada pela Cooxupé, será realizada entre os dias 13 e 15 de março, das 8h às 18, sendo a abertura oficial às 10h desta quarta-feira (13/03). Em sua 12ª edição, o evento cresce 40% em relação a 2012 e aguarda um público de 20 mil pessoas. Produtor de café cooperado que negociar na feira poderá pagar os investimentos em maquinário nas safras de 2014 e 2015 em café.
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Este ano, são 141 estandes montados com as principais empresas do setor, palestras de especialistas em solo, fazenda experimental para simulações e demonstrações de propriedades e espaços exclusivos voltados para as crianças e mulheres. A feira, que começou em 1997, ganha novidades a cada ano. “A Femagri é um importante ponto de encontro do produtor, por isso a cooperativa tem uma constante preocupação em investir na qualidade do evento, para que o cooperado se identifique com as novas propostas e se sinta em casa”, conta o presidente da cooperativa, Carlos Paulino da Costa.
Atualmente, 96% dos cooperados que formam a Cooxupé são pequenos produtores de economia familiar, por isso, existe uma grande preocupação do evento em proporcionar soluções para todos: do menor ao grande produtor do grão.
Femagri é termômetro para investimento na lavoura
Entre as novidades de maquinários agrícolas que o visitante irá encontrar na feira este ano estão os novos recolhedores de cafés, que chegam com uma proposta diferenciada e modelos mais baratos. Além disso, o produtor terá acesso a um novo conceito de máquina de secagem para o grão. “Conseguimos avaliar o crescimento da mecanização da lavoura pelas tendências da Femagri. As colheitadeiras mecânicas manuais, por exemplo, foram um importante passo para a mecanização. Hoje muitos produtores possuem esta tecnologia, que é acessível. Um dos desafios agora é lidar com o café que cai no chão durante a colheita mecanizada. É um processo de evolução”, conta José Geraldo Junqueira Filho, gerente de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé.
A Femagri ainda contará com uma área voltada para negócios, onde uma equipe de vendedores e agrônomos da Cooxupé estará à disposição dos visitantes para responder as principais dúvidas e auxiliar nas transações comerciais.
Cooxupé facilita investimento na lavoura de café durante evento
Produtor de café terá condições especiais de pagamento durante a feira. Além das transações com café, o cooperado poderá pagar os investimentos em maquinário nas safras de 2014 e 2015 em café
Até a edição passada, o produtor cooperado da Cooxupé, ao adquirir um produto comercializado na feira, poderia pagar o investimento na época de finalização da colheita com suas sacas de café. A transação comercial, conhecida como operações Barter, comum no meio agrícola, não envolve dinheiro, mas sim o produto que o agricultor cultiva.
A mudança este ano é que além de poder pagar a aquisição em sacas de café em setembro de 2013, o cooperado poderá dividir o valor total do produto que investiu em até três parcelas, em café, pagas em setembro de 2013, setembro de 2014 e setembro de 2015. Segundo o gerente de Mercado Futuro da Cooxupé, Heberson Vilas Boas Sastre, a prática deverá impulsionar ainda mais o investimento na lavoura. “Cada vez mais o nosso cooperado adere a este sistema de pagamento pela sua facilidade, pois a cooperativa faz todo o tramite burocrático da operação. Além disso, registramos uma baixa porcentagem de inadimplentes”, conta.
Com queda nos preços do café, produtores de Minas Gerais tentam reduzir custos de produção
É uma nova realidade de mercado que pressiona os cafeicultores antes mesmo de começar a colheita da safra 2012/2013. Para um hectare de café já em produção, o custo operacional vai de R$ 8 mil em cafezal mecanizado até quase R$ 10 mil nas áreas de montanha. Os produtores fazem o comparativo entre produzir café e grãos. O custo da soja fica perto dos R$ 3 mil o hectare.
Na hora da adubação, a desvantagem também é grande. O trator passa no cafezal e consegue, no máximo, 15 hectares por dia. Se esta lavoura fosse de cereais, o mesmo tratorista faria cerca de 120 hectares.
Na hora de colher, o comparativo entre café e soja também impressiona. Uma máquina, por exemplo, em uma região acidentada, chega colher entre 20 e 25 hectares por dia. No caso do café, uma máquina de última geração colhe no máximo dois hectares/dia. Por isso, o custo da cafeicultura é tão elevado.
O produtor Virgilio Caixeta, que mantém um cafezal tradicional em Machado, no sul de Minas Gerais, está fazendo a terceira adubação do café para garantir a produtividade. Gastou, no ano passado, R$ 405 por hectare. Hoje, gasta R$ 515. Um investimento necessário, mas que vem somando na conta para cada talhão de café.
Alguns cafeicultores estão saindo das montanhas para plantar café em áreas mecanizáveis, com o intuito de reduzir os custos.
Com a dificuldade de manter os investimentos no manejo das lavouras de café, o cafeicultor brasileiro perde competitividade na hora de exportar.
"Estamos competindo com o Vietnã, que é o segundo maior produtor, que é um país comunista que as pessoas têm um dois hectares de café com alta produtividade, a maioria irrigado, e que um trabalhador rural ganha US$ 8 por dia e não tem registro de carteira, não conhece este tipo de coisa. Quer dizer, um custo de produção de R$ 80 a R$ 100 vendem pelo dobro ganhando muito dinheiro. E nós, no Brasil, vendemos café a R$ 300, e nosso custo de produção altíssimo", diz o presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais, Arquimedes Coli Neto.
De toda a cadeia produtiva do café, poucos se arriscam a dar uma expectativa de melhora no mercado no curto prazo. Mas tem quem arrisque interpretar a atual realidade de estagnação com uma pitada de esperança.
"Está havendo um excesso de produção do robusta tanto aqui dentro como lá no Vietnã, que está depreciando o preço. Eu acredito que dificilmente vamos ver os preços de R$ 500, mas que vai haver uma melhora nos preços, eu acredito. Agora, se perguntar quando vai ser a melhora, aí é difícil", comenta o presidente da Cooperativa de Produtores de Café no Sul de Minas Gerais (Cooxupé), Carlos Paulino da Costa.
Nesse desafio para reduzir custos, a Cooxupé vai sediar a 12º Femagri.
As informações são da Cooxupé e do Canal Rural, adaptadas pelo CaféPoint.
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APUCARANA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/03/2013
Eu sou de pleno acordo do investimento zero , mas não só no café, na soja, milho, imaginem o tamanho do prejuízo no mercado ai sim teremos um forte um aliado que são as grandes empresas do ramo, mas como fazer isso??

CAMPINAS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 18/03/2013
Porque os preços sempre foram tao oscilantes.
Os insumos nao ocilam somente sobe , como podemos pagar a conta desta guerra de braço.
O produtor nao consegue cuidar da lavoura recebendo menos de R$ 300,00 Reias por sacas.

MUZAMBINHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 10/03/2013

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 09/03/2013
o Brasil consome 20.000.000 de sacas de café por ano. Mas mais da metade disso não merece o nome "café", o chamado conilon. O que temos de fazer é ganhar os corações e mentes dos consumidores dos grandes centros urbanos do País. Mostrar-lhes que estão sendo enganados, que o que eles bebem NÃO é feito com aqueles grãos que encantaram o mundo com seu maravilhoso aroma e doçura, principalmente a Europa nos séculos passados, e mundializaram a bebida, e sim uma MENTIRA, um café FALSO. Produtores de Arábica do Brasil, precisamos urgentemente nos insurgir contra esta situação, do contrário perecemos todos!!!!!!! Estamos em GUERRA!!!!!!!! Precisamos adotar atitudes de GUERRA!!!!!! Combater a mistura de Arábica com robusta!!!!!! Café nas gôndolas do mercados agora é OU Arábica OU robusta!!!!!!!!!!. Vamos ver quem o consumidor vai preferir!!!!
É GUERRRRRAAAAAA. Basta de mansidão e docilidade. REVIDEMOS O FOGO INIMIGO. Até agora fomos alvejados e não demos um único tirinho!!!!!!! QUE VERGONHA!!!!!!!!!

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 08/03/2013
Poderíamos usar esse importante termômetro de investimento na lavoura, para mostrarmos o quanto estamos descontentes com a situação da cafeicultura e que não temos nada a comemorar. Na Colômbia parou-se estradas, prejudicando hospitais e muita gente que nada tinha com isso, até que chegaram a uma ajuda ou acordo. Que tal fazermos o INVESTIMENTO ZERO, seria um belo modo de protesto, e mostraríamos ao mercado que por aqui ninguém vai ficar feito escravo, investindo, fazendo dividas por mais 3 anos para comprar maquinas, equipamentos e garantindo ao resto da cadeia que trabalharemos abaixo do custo de produção.
Slogan do movimento: INVESTIMENTO ZERO.
ESVAZIAR A NOSSA FEIRA, pensem nisso!!!!!!!!!!!!!! Um protesto democrático, pacífico, que garante o direito de sermos ouvidos, atingindo muitos elos da cadeia, de grande repercussão e ainda preserva nosso bolso!!!
Vamos aderir e espalhar nosso descontentamento rapidamente usando a internet, e-mail e a rede pessoal de cada cafeicultor.
Ou reagimos como na Colômbia, mas, pacificamente, exercendo nosso direito de expressão e dignidade da produção, ou nos calamos e nos submetemos a vender café a 300 reais para pagar juros e gerar lucro aos outros elos da cadeia!!!
Precisamos URGENTE mostrar ao mundo que não somos mais escravos!!!