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OIC: Néstor Osorio continua a acreditar na firmeza dos preços

POR RENATO FERNANDES EU

CELSO VEGRO

EM 16/02/2007

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Em seu relatório do mercado do café, de janeiro, o diretor-executivo da OIC, Néstor Osorio, apontou que os preços do café foram sujeitos a um leve ajuste negativo, em relação a dezembro, particularmente no caso dos arábicas.

O indicador composto da OIC caiu de 109,09 centavos de dólar por libra peso para 105,64. A tendência permanece firme, com a média do mês apresentando um aumento de 10,51%, em relação à do ano de 2006 como um todo. A volatilidade dos preços foi menos marcante nos futuros de Nova Iorque, com o desvio padrão da variação diária das médias das segunda e terceira posições ficando em 1,23%, comparado a 1,69%, em dezembro de 2006.

Os fundamentos do mercado permanecem favoráveis à manutenção dos níveis de preço vigentes, particularmente em vista da sustentação dada pela demanda. Por outro lado, o diretor-executivo, continua a acompanhar os desdobramentos do fenômeno El Niño, que pode ter impacto negativo em algumas regiões produtoras.

Os movimentos dos preços

A media mensal do indicador composto da OIC foi de 105,81 centavos de dólar por libra peso, em janeiro, contra 108,01, em dezembro, numa queda de 2,04%. Apesar da leve correção negativa, os preços permaneceram firmes, segundo Osorio. O gráfico 1 mostra as mudanças no indicador composto da OIC, desde 2 de janeiro de 2006.


Gráfico 1 - Indicador composto da OIC, 2/1/06 a 13/2/07.

O ajuste negativo aplicou-se apenas aos arábicas, pois a média do indicador da OIC para robustas subiu 3,22%, em relação a dezembro. Os gráficos 2 e 3 mostram, respectivamente, os comportamentos dos indicadores da OIC para naturais brasileiros e robustas, desde 1º. de outubro de 2006.


Gráfico 2 - Indicador da OIC para naturais brasileiros, 1/10/06 a 31/01/07.


Gráfico 3 - Indicador da OIC para robustas, 1/10/06 a 31/01/07

Fundamentos do mercado

Osorio manteve a projeção da produção mundial no ano safra 2007/08, como indicado em dezembro, entre 109 e 112 milhões de sacas. O que é determinado, em grande parte, por este ser um ano de safra baixa no ciclo bienal de produção do arábica brasileiro.

Com relação à produção mundial na safra 2006/07, ainda em curso em vários países produtores, o diretor-executivo reduziu sua estimativa em relação ao relatório do mês passado, passando de 122,27 milhões de sacas para 121,575 milhões de sacas. Esta queda se deveria aos impactos de problemas climáticos causados pelo El Niño nas lavouras de alguns países produtores mais afetados pelo fenômeno.

O relatório aponta que, segundo a Organização Mundial de Meteorologia, o El Niño atual está tendo impacto moderado no Pacífico, mas seus efeitos estão sendo sentidos em secas severas, afetando a Austrália, e excesso de chuvas, no leste da África. Na América do Sul, os estados brasileiros de Minas Gerais e São Paulo, estão sendo seriamente afetados pelas inundações.

Ainda seria cedo para avaliar o impacto do fenômeno nas regiões produtoras de café, mas devem ser esperadas conseqüências ecológicas e humanas, assim como danos à infra-estrutura de produção. Como exemplo, o relatório, cita a queda de 3,8% na produção mundial no ano safra 1997/98 e o posterior aumento, em 1998/99, de 7,93%, como repercussão do evento de 1997/98.

As exportações, durante dezembro de 2006, totalizaram 7,85 milhões de sacas, levando o total do último trimestre do ano para 22,84 milhões, comparados com 19,57 milhões, no mesmo período de 2005. O total das exportações mundiais foi de 91,08 milhões de sacas, em 2006, comparadas a 87,20 milhões em 2005.

O volume dos estoques de passagem nos países produtores, para o ano safra 2006/07, estavam em cerca de 19 milhões de sacas, em 1º. de outubro de 2006. Osorio chama a atenção que, de acordo com a Conab, estes estavam perto de 10 milhões de sacas, em 1º. de abril de 2006, no Brasil e, devido ao grande volume (mais de 27 milhões de sacas) exportado pelo país, o nível será historicamente baixo no início do ano safra brasileiro 2007/08, em 1º. de abril de 2007.

Os estoques de café verde nos países importadores, incluindo portos livres, foram estimados em torno de 19,5 milhões de sacas, no final de junho de 2006, contra 22,8 milhões em 2005.

No final de janeiro, o nível dos estoques certificados na LIFFE apresentou alta em vista da disponibilização no mercado das novas safras do Vietnam e da África. Por outro lado, os estoques certificados na NYBOT apresentaram queda.

O consumo mundial em 2006 está estimado em 116 milhões de sacas, devendo, segundo o relatório, chegar a 118 milhões em 2007, mediante uma taxa de crescimento de 1,7%.

Conclusão

Néstor Osorio conclui indicando que os preços em 2007 devem refletir o balanço entre oferta e demanda, mas qualquer análise pode ser afetada pelos movimentos especulativos, que podem acentuar a volatilidade, assim, como podem fazê-lo as percepções dos impactos do El Niño.

Finalmente, o diretor-executivo avalia com significantes os progressos feitos na reunião, em janeiro, do Grupo de Trabalho que negocia os termos do no Acordo Internacional do Café numa "atmosfera de cooperação construtiva".

Para ler o relatório mensal do diretor-executivo da OIC na íntegra clique aqui.

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